13/11/2017 as 18h50 - Atualizado em 13/11/2017 as 18h50

Enem 2017 tem a maior abstenção em sete anos

Houve uma alta de 3 pontos percentuais em sete anos



O segundo dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2017 teve 32% de abstenção, a maior desde 2010. Houve uma alta de 3 pontos percentuais em sete anos. Em 2010, o índice de ausentes foi 28,8%. “A média histórica é em torno de 30%. O número que foi divulgado no primeiro dia, na revisão, chegamos a 29,8% e historicamente o primeiro dia tem menos abstenção que o segundo dia. Então, [a taxa de abstenção] repete um comportamento mais ou menos padrão de anos anteriores”, explicou o ministro da Educação, Mendonça Filho.

Em 2016, a abstenção foi de 31,2%, e no ano anterior, 27,6%. O recorde foi em 2009, com 37,7%, quando a prova foi furtada e precisou ser cancelada e remarcada.

Maioria não paga a taxa
Neste ano, 70% dos inscritos não pagaram a taxa de inscrição, no valor de R$ 82. Eles estavam enquadrados em três grupos que tinham direito à gratuidade: alunos do terceiro ano do ensino médio em escola pública; candidatos inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) e candidatos de famílias de baixa renda.

Segundo o ministro, Mendonça Filho, entre os ausentes deste ano, 38% não pagaram a taxa de inscrição. Entretanto, as medidas criadas pelo governo para tentar coibir este tipo de problema ainda não surtiram efeito.

Desde 2015, o MEC suspende a isenção de quem falta no exame e não apresenta uma justificativa. O candidato que prestar o Enem mais de três vezes sem pagar a taxa também perde o direito à gratuidade na quarta tentativa.

Neste ano, o Ministério da Educação também aumentou o rigor para os pedidos de isenção da taxa. Os estudantes que tinha direito à isenção por serem de famílias de baixa renda e que estejam cadastrados em sistemas de benefícios sociais do governo federal precisaram inserir mais documentos de identificação no sistema de inscrição do Enem.

Confira a abstenção do Enem:
2009 – 37,7%
2010 – 28,8%
2011 – 26,4%
2012 – 27,9%
2013 – 29,7%
2014 – 28,9%
2015 – 27,6%
2016 – 31,2%
2017 – 32%

Fonte: O SUL


Públicado por: Adriane Siqueira