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Destaques A arte do palhaço em fazer rir e encantar

A arte do palhaço em fazer rir e encantar

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Foto Marina Folle Schielke/ CH News/ Roberto Lorenzon/ Chapecó Online

O palhaço tem em si a arte de fazer rir. Intuitivo, humilde, tira sarro dos outros e de si mesmo, sempre de brincadeirinha. Durante a temporada em Chapecó, o circo Tihany Spetacular trouxe o seu espetáculo e junto com ele, o Palhaço Rodrigo, com todo o seu repertório de graça.

Rodrigo Garcia não possui um nome artístico, é apenas Palhaço Rodrigo. Em seu show, é possível notar que não existe nada de simples. Utilizando das mímicas, ele chama as crianças e os adultos para o palco, fazendo um pouco de malabarismo, dança, acrobacias e todos riem. Sem dúvida, um dos momentos únicos do espetáculo.

“Estou a oito meses no Circo Tihany e ainda não fiz um centésimo do que eu aprendi no circo”, conta Rodrigo. Segundo ele o circo Tihany é diferente porque trabalha com um show espetáculo e tudo é programado e ensaiado para ser o mais próximo do perfeito.

O artista faz parte da quinta geração de uma família de circo. Rodrigo conta que sempre se viu no circo, que esse sempre foi o seu lugar e desde os 21 anos, aproximadamente, trabalha com espetáculos. “Você pode nascer no circo e não gostar, mas eu sempre gostei. Meus ídolos sempre foram os palhaços, foram eles que me influenciaram”, explica.

As influencias de artistas que guiaram a carreira artística de Rodrigo são nomes de peso como Charles Chaplin e o comediante Jerry Lewis. “Eu gostava muito de Chaplin pelo estilo dele. Desde pequeno meu pai conta que colocava os filmes de Jerry Lewis para eu assistir e eu ficava horas na frente da TV, rindo com os filmes”, relembra.

Foto Marina Folle Schielke/ CH News/ Roberto Lorenzon/ Chapecó Online

Artista completo

Ao chegar no camarim de Rodrigo para a entrevista ele se maquiava para o primeiro show do dia. Ele explica que o tipo de maquiagem utilizada influencia no seu personagem. “A maquiagem que eu faço é mais estilo europeu de palhaço que o americano. Uma maquiagem mais expressiva do que uma máscara”.

Por ter crescido no circo, Rodrigo buscou aprimorar suas técnicas como artista, para complemento nos seus shows. “Eu treinei para agregar no personagem coisas do circo. Então, eu jogo malabarismos, faço equilibrismo, acrobacias, mágica e toco alguns instrumentos. Ao todo, já desenvolvi mais de 30 números diferentes de espetáculos”, afirma.

Questionado sobre o seu estilo de palhaço, ele defende os estilos diferenciados de cada um. “Eu faço comédia física, de mímica e tem os palhaços que utilizam da fala. Todos são palhaços, mas com estilos diferentes”, explica. Para criar os seus números, Rodrigo diz que tudo foi muito natural e desenvolvido e aprimorado com o trabalho em cena.

“Para fazer os malabaris é necessário treino, mas o palhaço tem que ser natural, não pode ser muito tímido. Você nunca sabe tudo, você está sempre aprendendo. Nunca fica perfeito, porque todo o espetáculo é diferente e sempre acaba ensinando algo. É uma arte que você aprende todo o dia, até porque o público também é diferente toda a vez”, finaliza.

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