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Plantão Policial Acusado pela morte de Indiamara no banco dos réus em Xanxerê

Acusado pela morte de Indiamara no banco dos réus em Xanxerê

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Acontece nesta quarta-feira (27), o júri popular do caso da Indiamara de Moura,  no anfiteatro da Unoesc, em Xanxerê/SC. Nain Dewites, de 32 anos, ex-companheiro de Idiamara, é acusado por feminicídio.

Nain e Indiamara moraram em Anchieta e depois foram embora para São Paulo. Um dia antes de Indiamara deixar a casa em São Paulo, quando o pai e o irmão foram busca-la, Nain disse que estranhou que ela não quis comprar os materiais escolares da filha e que, no dia seguinte, ela fugiu quando foram buscá-la e que o sogro tentou agredi-lo.

Depois disso, ele contou que descobriu conversas dela no Instagram com outros homens marcando encontros e que questionou a vítima por telefone. Indiamara teria confessado a existência dessas conversas e ele expôs o conteúdo no Facebook. Depois disso, vieram as medidas protetivas.  Emanuel Jazza é o nome de um dos caras, que segundo ela, ele conversava.

Segundo ele, Indiamara e a família dificultavam as visitas dele à filha, dizendo para a criança que ele a mataria e que a menina se sentia insegura e perguntava para o pai se ele faria isso. Também disse que, certa vez, a menina teria pedido para ele conversar com o advogado e ao juiz e para deixar a mãe dela com os homens e ela queria ficar com o pai.

O crime
No dia em que o crime ocorreu, Nain disse que saiu de Anchieta para entregar currículos em empresas de segurança privada e resolveu vir a Xanxerê para conversar sobre a separação com Indiamara. Ele confirma que parou no ponto de ônibus para esperá-la chegar e que a faca que portava era por legítima defesa em caso de algum familiar da jovem querer agredi-lo.

– Cheguei no ponto de ônibus, vi que faltavam uns minutos pra ela chegar, sentei e fiquei esperando. Vi que o ônibus chegou, cheguei e falei para ela “vamos conversar”, ela falou “a gente não tem nada para conversar”. Daí eu falei “a gente tem que conversar sobre a nossa filha”, ela disse “não tá acontecendo nada com a minha filha” e eu disse “tá acontecendo sim, você deixa ela trancada em casa”, daí ela disse “não tenho nada para te dar satisfação da minha vida. E outra: você não passa de um pano de chão pra mim”. Quando ela disse isso e não lembro mais de nada, não vi mais nada, escureceu na minha frente. Daí eu ouvi a voz dela dizendo “então vamos conversar” daí a imagem voltou, parecia que só estava eu e ela ali. Daí eu falei “então vamos”, daí ela disse “espera um pouquinho que tô passando mal e ela foi caindo no chão e eu fui segurando. Pensei se ela estava fingindo um desmaio, não via sangue e nem nada – contou à juíza.

Ele seguiu dizendo que, na sequência, ainda pegou o celular da vítima para ver com quem ela estava conversando, que não conseguiu desbloquear o aparelho e depois foi embora e que não lembra o trajeto que fez até Anchieta, onde parou o carro e começou a chorar porque viu que tinha sangue nas mãos e nas roupas.

Ele afirma que foi nesse momento em que se deu conta do que tinha feito e que até ligou para a própria mãe falando sobre o ocorrido. Ele disse que passou a noite andando até lembrar do sítio em Anchieta. Viu as mensagens no WhatsApp e que decidiu que ia se acalmar e se entregar, mas acabou localizado e preso antes disso.

Fonte: Lance/TSX