CHAPECÓ

    Aliança Láctea se reúne em Chapecó para debater exportação do leite

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    Chapecó/SC – Os três estados do Sul querem ampliar os mercados para o leite produzido na região, com foco na exportação. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul produzem 38% do leite brasileiro e a intenção é que o produto conquiste também o mercado externo. Para tratar dos desafios e oportunidades para a exportação de leite, os secretários da Agricultura dos estados do Sul estarão reunidos hoje em Chapecó.

    Os membros da Aliança Láctea acreditam que a região Sul do Brasil é capaz de produzir o leite mais competitivo do mundo. Para isso, o setor deve passar por uma grande transformação, principalmente, na organização logística da cadeia produtiva e na redução de custos de produção.

    Segundo o secretário da Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, a produção de leite é a atividade agropecuária que tem os maiores ganhos a incorporar. “Esse é o setor onde as coisas vão mudar muito e para melhor nos próximos anos, é o setor em que o ponteiro mais vai se mexer, em termos de modernização, com aumento de eficiência e produtividade”, ressalta.

    Para ser competitivo, é necessário que o leite produzido tenha simultaneamente três atributos: produto de alta qualidade, produzido a custo baixo e organizado em uma cadeia produtiva com logística eficiente. De acordo com Spies, esse é o tripé que sustenta qualquer atividade econômica sob regras de livre mercado.

    Com a meta de transformar a região Sul em exportadora de leite, os membros da Aliança Láctea se unem para resolver os problemas comuns e aproveitar as oportunidades para o setor. Em Santa Catarina, único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, os principais desafios citados pela entidade são: controlar a brucelose e tuberculose e organizar a produção com adoção de tecnologia de ponta para reduzir os custos e competir com os preços internacionais de lácteos.

    Matéria CH News/Chapecó Online/ Roberto Lorenzon