Ameaça da variante indiana faz Chapecó criar barreira no aeroporto

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Com a chegada da variante indiana, essa chamada de variante B.1.617.2, e o aumento de casos de coronavírus em alguns estados do Brasil, o Município de Chapecó/SC decidiu retomar as ações de monitoramento no Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, o maior do Oeste catarinense.

Nesta segunda-feira (31), o gerente da Vigilância em Saúde, Rodrigo Momoli, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Lilian Galão, e o coordenador da Vigilância Sanitária, Maycon Benetti, estiveram reunidos com a equipe de gestão do aeródromo e com os bombeiros.

O objetivo foi organizar uma barreira sanitária na chegada dos voos da Latam, de São Paulo, da Azul, de Campinas e Florianópolis, e da Gol, de São Paulo. 
“A partir de terça-feira (1º) estaremos diariamente, pela manhã, fazendo a aferição de temperatura dos passageiros que chegam em Chapecó, com o objetivo de manter sob controle a situação da pandemia em nossa cidade”, disse Momoli.

Quem estiver com a temperatura acima do normal será convidado a realizar um atendimento com a Unidade Móvel, que é uma equipe médica para consulta e testagem. Outra medida é que não será mais permitido aos familiares de passageiros o acesso à área interna do terminal.
Chapecó chegou a ter 5,5 mil casos ativos em março, mas há um mês apresenta estabilidade nos números. Nesta segunda-feira foram notificados 375 ativos. Uma segunda unidade móvel será ativada nos próximos dias, para reforçar o monitoramento.

Variantes

A variante indiana é uma das quatro variantes do novo coronavírus consideradas de atenção em todo o mundo. Além dela, as variantes de Manaus, do Reino Unido e da África do Sul também são consideradas de atenção porque podem ser mais transmissíveis ou provocar casos mais graves de Covid-19.

Esta variante, chamada B.1.617, tem causado preocupação em decorrência da explosão de casos na Índia, o que deve atrapalhar a imunização coletiva em todo o mundo, posto que o país é um dos principais exportadores de vacina contra a Covid-19. Esta variante está sendo, ainda, estudada. Mas a suspeita é que a sua alta transmissibilidade tenha se dado em decorrência de mutações ocorridas por causa da falta de medidas sanitárias que impedissem a circulação do vírus.

Restrições de entrada no Brasil

No último dia 15, o governo federal publicou uma portaria que proibiu a entrada no Brasil de passageiros estrangeiros de voos com origem ou passagem pela Índia, pelo Reino Unido, pela Irlanda do Norte e pela África do Sul.

As restrições não se aplicam a brasileiro nato ou naturalizado; imigrante com residência de caráter definitivo no território brasileiro; profissional estrangeiro em missão a serviço de organismo internacional, desde que identificado; funcionário estrangeiro acreditado junto ao governo brasileiro; estrangeiro que tenha cônjuge, companheiro, filho, pai ou curador de brasileiro, ou que tenha ingresso autorizado especificamente pelo governo brasileiro ou portador de registro nacional migratório. O transporte de carga não foi afetado.

Fonte: ND+