Auxílio emergencial de R$ 900 é aprovado em SC; saiba os detalhes

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Os deputados estaduais de Santa Catarina aprovaram a criação do auxílio emergencial para 67 mil famílias. O valor é de R$ 900, dividido em três parcelas. Chamado de SC Mais Renda pelo governo do Estado, ele será pago em cartões que os beneficiados usarão em estabelecimentos como supermercados, famárcias, postos de combustíveis, entre outros. A primeira parcela deve ser paga em julho, conforme planejamento da secretaria de Desenvolvimento Social (SDS).
A tramitação na Assembleia Legislativa (Alesc) ocorreu em duas semanas desde a entrada da emenda enviada pelo governador Carlos Moisés da Silva para alterar a Medida Provisória (MP) enviada inicialmente pela governadora interina, Daniela Reinehr. Moisés aumentou o valor de R$ 600 para R$ 900 e incluiu mais 7 mil famílias junto as outras 60 mil já contempladas.
A deputada Luciane Carminatti (PT) propôs quatro emendas ao texto do governo. Entre eles estava um valor de R$ 450 para as mulheres provedoras de lares e a prorrogação dos pagamentos até o final do período de calamidade pública em Santa Catarina. No entanto, nenhuma das emendas foi aprovada nas comissões.
Carminatti disse durante a sessão desta quarta-feira (9) que a Comissão de Finanças e Tributação da Alesc levará para o governo as ideias rejeitadas para uma discussão conjunta.
Quem terá acesso
Segundo o projeto do Estado, terão acesso ao auxílio emergencial famílias registradas no Cadastro Único (CadÚnico) e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que não receberam nenhum auxílio do Governo Federal, além de pessoas desempregadas nos setores ligados a alimentação, transporte coletivo, alojamento, promoções, eventos e turismo. Entram também trabalhadores que tenham perdido o vínculo formal de emprego entre 19 de março de 2020 e 1º de maio de 2021, em empresas de diversos setores da economia.
Como será pago
As pessoas beneficiadas vão receber um cartão no estilo “vale”, em que o Estado depositará os valores mensalmente. Ele poderá ser usado em locais como supermercados, mercearias, padarias, quitandas, açougues, farmácias, restaurantes, papelarias, livrarias e até em postos de combustíveis.
O crédito deve ser usado no momento da compra, então não há como sacar o dinheiro, pos geraria custos adicionais de R$ 5,90 por saque ao usuário e porque nem todas as cidades de SC têm o terminal 24h do Banco do Brasil, que trabalha com a rede Alelo, responsável pelo cartão.
Fonte: Diário Catarinense