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Banco Central corta Selic em 0,75 p.p., para 3%, e indica nova redução de juros em junho

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O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (6) cortar a Selic em 0,75 ponto percentual, para 3% ao ano, a menor taxa básica de juros da história.
Esta foi a sétima redução seguida na taxa básica de juros e apesar de não ser exatamente uma surpresa, não era a expectativa da maioria dos analistas. Apenas sete dos 30 especialistas consultados pela Bloomberg projetaram um corte desta magnitude, enquanto 22 apontavam para 0,50 p.p. de redução.

No comunicado, o Banco Central destacou que ainda considera mais um corte de juros em sua próxima reunião, em junho, mas “não maior do que o atual”. Segundo a autoridade, reduzir mais a Selic é uma forma de complementar o grau de estímulo necessário como reação às consequências econômicas da pandemia da Covid-19.
“No entanto, o Comitê reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e ressalta que novas informações sobre os efeitos da pandemia, assim como uma diminuição das incertezas no âmbito fiscal, serão essenciais para definir seus próximos passos”, ponderou o BC na nota.

Especialistas avaliavam antes da decisão que o corte ocorreria por conta dos recentes dados fracos da economia brasileira em meio aos impactos do novo coronavírus, além das projeções de inflação em queda por conta do recuo do petróleo e da demanda fraca reduzindo o preço de serviços e bens industriais duráveis.
O corte de 0,75 p.p. não chegou a surpreender porque neste cenário acima, analistas já falavam que o Banco Central tinha espaço para reduzir os juros neste nível. A questão era que a maioria acreditava que a autoridade monetária iria manter uma maior cautela, com a autoridade monetária preferindo um corte menor para avaliar o impacto desta decisão antes de reduzir mais os juros.

O Comitê disse que “a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado”, mas que existem limitações para um ajuste mais forte nos juros.
Segundo o comunicado, dois membros do Copom sugeriram um corte maior já neste momento, o que viria com a sinalização de manutenção das taxas para os próximos meses, “de modo a reduzir os riscos de não cumprimento da meta para a inflação de 2021”.

“Entretanto, foi preponderante a avaliação de que, frente à conjuntura de elevada incerteza doméstica, o espaço remanescente para utilização da política monetária é incerto e pode ser pequeno. Assim, o Copom optou por uma provisão de estímulo mais moderada, com o benefício de acumular mais informação até sua próxima reunião”, explicou o BC.
Fonte: Infomoney

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