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Destaques Chacina em Creche da cidade de Saudades completa um ano

Chacina em Creche da cidade de Saudades completa um ano

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A manhã do dia 4 de maio de 2021 está marcada por um dos dias mais triste da história do município de Saudades/SC. Naquele dia, por volta das 10h, Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, entra na escola infantil e tira a vida de três bebês: Anna Bela Fernandes de Barros, de um ano e oito meses, Murilo Massing, de um ano e nove meses e Sarah Luiz Mahle Sehn, de um ano e sete meses. O assassino também golpeou com uma espada ninja duas funcionárias da creche, que tentaram salvar as crianças, Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, e a agente educativa Mirla Renner Costa, de 20 anos.

O crime bárbaro não chocou somente o município de pouco mais de 9 mil habitantes, todo o país ficou consternado com a população saudadense. Exatamente 365 dias após o crime, o sentimento das famílias ainda é de consternação e dor. O jornalismo da RCO foi até o município e conversou com o prefeito Maciel Schneider, que relembrou o dia da chacina, afirmando ser o momento mais triste da história de Saudades.

“É um momento de muita tristeza e de fato, é o dia mais triste da história de Saudades. Ainda é muito delicado falar desse assunto, pois, sabemos do sofrimento de todos os familiares e da comunidade. Estamos no dia a dia aqui, e sabemos que teremos que aprender a viver com isso, e jamais vamos esquecer. O fato foi assustador por se tratar de uma cidade muita tranquila. Fizemos melhorias no sistema de segurança das escolas, com porteiro eletrônico, vigias e botão do alerta de pânico. Estamos investindo pesado na segurança das nossas escolas, infelizmente motivado por um fato que não deveria ter acontecido”, disse o prefeito.

Vinte dias após a chacina, a escola reabriu as portas para atender 40 crianças em dois turnos. Antes dos pequenos retornarem para o local, voluntários organizaram uma revitalização da creche, com novas salas e cores novas para as paredes. “Precisamos unir forças. Foi um serviço voluntário em revitalizar a escola, com os grupos se serviço. A escola não fio a culpada do que ocorreu e as atividades voltaram naquele local, pois, muitas famílias precisam desse atendimento diário. Precisamos agradecer a todas as pessoas envolvidas nesse trabalho voluntário”.

Fonte:RCO