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Com drama, sofrimento e raça: Argentina derrota a Nigéria e está nas oitavas-de-final

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Foi sofrido e com um pouco de desorganização, o que marcou a campanha da Argentina nessa primeira fase de Copa do Mundo, mas a seleção sul-americana está nas oitavas-de-final do Mundial. Após sair na frente com Messi e sofrer o empate um pênalti no começo do segundo tempo, Meza marcou aos 41 da etapa final o gol que garantiu os argentinos como segundo colocados do Grupo B.

A Argentina ainda foi ajudada pela Croácia, que venceu a Islândia e confirmou o primeiro lugar com 100% de aproveitamento. A Argentina enfrentará nas oitavas-de-final a França, no sábado, às 11h.

O jogo

Após a goleada sofrida para a Croácia de muita polêmica sofre a interferência dos jogadores no trabalho de Jorge Sampaoli, a Argentina entrou com uma equipe com várias mudanças para enfrentar a Nigéria e com o retorno de jogadores experientes ao time. Higuaín e Di María formaram o ataque com Lionel Messi enquanto Banega entrou para ser o homem mais avançado do meio-campo. A companhia de velhos conhecidos fez bem para Messi.

Logo aos 14 minutos de jogo, Messi recebeu um belo lançamento de Banega às costas da zaga, dominou com estilo e bateu de perna direita para abrir o placar, 1 a 0, resultado que naquele momento classificava a Argentina para as oitavas-de-final. Não apenas Benega com o passe, mas também Di María se mostrou uma boa solução sendo válvula de escape para a Argentina pelo lado esquerdo.

Higuáin foi o jogador do setor ofensivo com menor participação no primeiro tempo, mas ainda assim mostrou entrosamento com Lionel Messi. Aos 16, o centroavante teve chance em belo passe do camisa 10 dentro da área, mas não conseguiu a finalização por boa saída do goleiro Uzoho.

Benega voltou a aparecer com um bom lançamento aos 31. Dessa vez o toque em profundidade encontrou Di María, que avançou e foi derrubado por Balogun na entrada da área. Messi fez a cobrança no canto do goleiro Uzoho e acertou a trave.

A Argentina conseguiu manter a vantagem. A equipe mostrou em alguns momentos dificuldade para trabalhar a bola quando pressionada pela Nigéria. Mesmo assim, o goleiro Armani acabou trabalhando apenas com intervenções nos primeiros 45 minutos.

Nigéria empata no começo do segundo tempo

A Nigéria voltou para o segundo tempo com uma mudança no ataque: Ighalo no lugar de Iheanacho. A Argentina voltou com o mesmo time. Mas logo no início sofreu. Aos 3 minutos, após escanteio, o árbitro Cuneyt Cakir marcou pênalti de Mascherano. Victor Moses bateu, deslocou Armani e empatou a partida, 1 a 1.

Após o empate, a Argentina voltou a mostrar nervosismo. Com o resultado que lhe favorecia, a Nigéria recuou suas linhas deu campo para um time argentino, que não encontrava sequer espaços para finalizar.

O técnico Jorge Sampaoli mexeu aos 15 minutos com o Pavón no lugar de Enzo Pérez. O jovem atacante era uma tentativa de velocidade pelo lado direito, mas não havia espaço para explorar diante da fechada Nigéria.
Sampaoli fez mais duas mudanças com as entradas de Meza e Agüero nos lugares de Di María e Tagliafico. A tentativa era de uma pressão final. Aos 34, o centroavante Higuaín recebeu o cruzamento e bateu de por cima.

Quem teve chance clara de gol logo em seguida foi a Nigéria, quando Ighalo invadiu a área e bateu colocado para defesa de Armani. Logo depois, Musa acertou a rede pelo lado de fora em cobrança de falta.

O tudo ou nada de Sampaoli deu resultado aos 41 minutos. O treinador de tantas apostas erradas na Copa havia colocado Meza quando 90% dos argentinos queriam Dybala em campo. Pois foi Meza quem tirou a Argentina do sufoco. Ele recebeu cruzamento do lado direito e acertou um belo chute de primeira sem chances para Uzoho.

Logo depois, a Croácia marcou seu segundo com contra a Islândia, resultado que garantia a classificação da Argentina com a vitória de 2 a 1. Os últimos minutos foram de apreensão para a seleção sul-americana. Messi passou a segurar a bola no ataque, sofreu algumas faltas, deu carrinho e foi matou o tempo que a Argentina precisava para vencer.

Fonte: Correio do Povo
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