Como ficam os deputados do PSL Catarinense com a saída de Bolsonaro do partido

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A decisão do presidente Jair Bolsonaro de cancelar filiação no PSL para fundar o Aliança pelo Brasil vai isolar o governador Carlos Moises da Silva, que já definiu pela permanência na sigla que o elegeu há um ano.
Durante ato realizado em Brasilia, dos quatro deputados federais do PSL, apenas um vai continuar na legenda: o atual presidente do Diretório Estadual, Fabio Schiochet, indicado para o cargo pelo governador Moises e a ele fortemente vinculado.
Na Assembleia Legislativa, quatro dos seis deputados estaduais já estavam foram do grupo de apoio ao governador. Na tarde de hoje, sob a liderança do deputado Sargento Lima, esta corrente definiu posição a favor da nova legenda e de afinidade com o presidente Jair Bolsonaro.
Várias reuniões entre os pesselistas ocorreram durante o dia, justamente para tratar do futuro partidário.
Segundo a assessoria do deputado Coronel Mocelin, ele deverá acompanhar o presidente Bolsonaro. Neste caso, apenas o deputado Ricardo Alba permaneceria no PSL, ligado ao governador.
O novo partido está chegando com proposito de ocupar espaços na politica de Santa Catarina.
O deputado Daniel Freitas, que esteve na reunião de Brasilia com o presidente Bolsonaro, acompanhado da deputada Carolini de Torni e do deputado Coronel Armando, confirmou para o dia 21 de novembro, as 10 horas a Convenção Nacional para fundação da Aliança pelo Brasil.
A previsão dos organizadores é de que a oficialização da nova sigla aconteça em março de 2020.
Freitas pediu cautela a todos os parlamentares que seguirem Bolsonaro para evitar processos dos atuais dirigentes do PSL. A janela aberta para novas filiações só acontecerá após a fundação do novo partido.
Ele antecipou que o Aliança pelo Brasil começará sem fundo partidário, com um esquema de compliance e prestação de contas on line e rigor nas filiações em relação a identidade com a direita e o conservadorismo.

Fonte: Moacir Pereira