Cooperativismo perde Mário Lanznaster

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A Cooperalfa lamenta profundamente o falecimento do seu ex-presidente Mário Lanzanster (gestão janeiro 1997 – a fevereiro 2009, três mandatos). O visionário líder cooperativista presidia a Aurora Alimentos e lutava contra um câncer há 2,5 anos. As honras fúnebres serão prestadas a partir das 12h de hoje, dia 18 de outubro de 2020, no Ginásio de Esportes da unidade Frigorífico Aurora II (FACH II), à Rua Antonio Morandini, no Bairro SAIC, em Chapecó – SC.

Lanznaster, um líder ímpar

O engenheiro agrônomo Mário Lanznaster foi o sucessor de Aury Bodanese na presidência da Cooperalfa. Assumiu a cooperativa em 1997. Antes, foi diretor industrial da Aurora Alimentos, onde ingressou em 1974 com a missão de organizar o sistema de integração. Dizia ele que a história das duas cooperativas se misturam. E, foi em ambas, que ele escreveu a sua trajetória.

Participou de momentos importantes da Cooperativa Central, como a construção do primeiro frigorífico de aves, em Maravilha no ano de 1987. Aliás, a marca de Lanznaster está em todas as unidades industriais da cooperativa. Em 2007, tornou-se presidente da Aurora. Em 2019, recebeu a ministra da agricultura Tereza Cristina para inaugurar a ampliação do Fach I, que se tornou o maior frigorífico de abate de suínos da América Latina.

Inaugurado o frigorífico em Maravilha em 1987, Aury convidou Mário para atuar na Alfa. Em 1997, assumiu a Cooperalfa e, entre 2007 e 2009 esteve como presidente de ambas as cooperativas. No ano de 2009 foi sucedido por Romeo Bet na presidência da Alfa e passou a dedicar-se apenas ao comando da Aurora.

Líder da Alfa por 12 anos

Lanznaster permaneceu à frente da Alfa por 12 anos. Na presidência, seu maior desafio foi ampliar a indústria de óleo de soja, de 420 para 750/dia. Também presenciou a duplicação da indústria de farinha de trigo e o projeto de segregação. “Houve críticas na época, de que o objetivo da Alfa era vender sementes. Mas não é isso, queremos crescer e que o associado cresça junto”, revelou em entrevista cedida à Assessoria de Imprensa da Cooperalfa no dia 09 de setembro de 2020.

Outras marcas de Mário Lanzasnter como presidente da Alfa: a reestruturação administrativa, a terceirização da frota de quase 200 caminhões, a expansão para o Planalto Norte de SC e ao Extremo-Oeste Barriga-Verde e a criação do Campo Demonstrativo Alfa – CDA, juntamente com a equipe técnica. Lanznaster também fomentou o Conselho de Lideranças na Alfa.

 Dedicação

“Vontade de trabalhar”. Assim Lanznaster resume sua história. “Trabalhei sempre por vontade de dar um passo adiante do outro e crescer, não pelo salário”, enfatizou na entrevista.

Lanznaster chegou ao oeste catarinense em 1968, recém formado em agronomia para trabalhar como técnico da Acaresc – hoje Epagri, em Modelo. Sua história no cooperativismo iniciou em 1974, quando ingressou na Aurora para organizar o sistema de integração de suínos. “Comecei a ter contato com a Alfa para organizar o Suicooper III, a Fábrica de Ração, entre outros. Aí conheci o pessoal, o Aury e o Fin, essa turma toda”, recordou. Aury Bodanese, inclusive, foi um dos primeiros integrados.

Na época, a maioria dos suinocultores eram independentes. “Cada um criava seu porco do seu jeito”, afirmou. No início, decidiu-se que a Aurora coordenaria isso, com a instalação de 30 porcas, depois baixou para 21, 15… então, a gente dava assistência para essas propriedades”. Mais tarde, a assistência ficou a cargo das cooperativas filiadas. A Aurora começou o abate em 1973, com 200 suínos/dia. Porém, nem todos os suínos abatidos eram provenientes de associados. “No começo, a Aurora não tinha muita credibilidade, bem diferente do que é hoje”, resgatou.

“Aí começamos a organizar os produtores, trazer genética de fora, melhorar manejo, envolver mais os associados das cooperativas filiadas”, lembrou o líder. Na época, usavam-se quatro ou cinco marcas de rações disponíveis no mercado. “Então, a gente organizou a fábrica de rações que tá aí até hoje. Aos poucos, conseguimos implantar o nosso núcleo, o nosso premix, porque quando se começou exportar carne suína, o comprador quer saber o que esse porco comeu”, afirmou.

A exportação iniciou no fim da década de 1990, para a Rússia e Hong Kong principalmente. “Bem diferente de hoje, que se exporta quase 50% dos suínos produzidos. Na época 2% a 5% apenas seguia para o exterior”. A Rússia não compra mais e a China virou o grande mercado da Aurora. “Também exportamos para os Estados Unidos e outros países”, descrever Laznaster, em entrevista à Revista Cooperalfa no daí 09 de setembro de 2020.

Crescimento exponencial

Sob a direção de Lanznaster, a Aurora teve um crescimento exponencial. Enfrentou uma crise em 2008 e 2009,  e após isso alavancou.Saltou de 13 mil para 33 mil funcionários e 2020 deve fechar com R$ 1 bilhão de sobras. “Teve momentos em que foi preciso tomar decisões difíceis, como fechar a indústria de sucos de Pinhalzinho, para transformar numa indústria de leite”. Lanznaster destacou que todas as suas decisões foram amparados pela Assembleia, sempre seguindo a diretriz do planejamento estratégico.

As afirmações de Lanznaster são com base em entrevista concedida à Revista Cooperalfa no dia 09 de setembro de 2020

Assessoria de Imprensa Cooperalfa

Confira imagens da trajetória de Lanznaster

Mário Lanznaster:

“EU SOU PLENAMENTE REALIZADO”

Um dos maiores líderes cooperativos/empresariais do Brasil

Mário Lanznaster se despede no dia em que completa 47 anos do primeiro abate de suínos da Aurora. Esse é seu legado, especialmente para o oeste catarinense, que foi a terra que o acolheu e onde construiu sua família e sua carreira.

“O caminho que trilhei voltaria a seguir novamente se fosse preciso! Eu sou plenamente realizado!”

Vida pessoal

Bisneto de agricultores austríacos que colonizaram Nova Trento (SC), Mário Lanznaster nasceu em 30 de junho de 1940, em Dona Emma, na época pertencente ao município de Presidente Getúlio – SC. Filho de Vergínio Lanznaster e Maria Meniguelli, que tiveram 15 filhos e eram agricultores produtores de fumo e mandioca.

Do casamento com Edirce, nasceram quatro filhos: Márcia, Fabiano, Fernando e Juliana. É suinocultor e produtor de milho, feijão, soja e trigo. Começou com uma granja de suínos com nove matrizes na Linha Caravággio em Chapecó, na década de 1970, onde foi proprietário da Granja Master, na Linha Simoneto, município de Chapecó. Lá atuam seus quatros filhos. Mário também fundou em Chapecó, em 1995, um frigorífico familiar de carnes suínas, com a marca Maiale (que significa suíno em italiano).

Apaixonado pela suinocultura, Lanznaster também se preocupava com a sustentabilidade. Na adubação, aproveitava os dejetos de suínos para adubação das suas lavouras de milho e soja. Instalou em sua granja um sistema de geração de gás a partir dos dejetos dos suínos, que é transformado em energia elétrica, respondendo por cerca de 80% do consumo de energia da propriedade.

Inovador e muito disciplinado, Mário sempre acordava muito cedo para se atualizar. Simples e direto, se comunicava muito bem.

Estudos

Lanznaster cursou o primeiro grau em Vitor Meirelles, município desmembrado de Ibirama (SC). Após, cursou durante 05 anos Seminário, no município de Salete (1952 a 1957). Em 1958, Mário Lanznaster foi para o Seminário Menor Metropolitano – de Azambuja, município de Brusque (SC), tendo terminado lá os estudos correspondentes ao Curso Clássico (como era denominado então). Em 1962, completou o 2º Grau em Porto Alegre (RS). Em 1965, formou-se tenente no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva. De 1963 a 1967, cursou a Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tendo colado grau em dezembro de 1967.  Em 1975, formou-se em Engenheiro de Segurança do Trabalho pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Cursou o MBA (Master Business Administration), pela Fundação Getúlio Vargas e Banco do Brasil, em 1999. Cursou o MBA (Gestão Empresarial para Dirigentes de Organizações do Sistema de Agronegócios e Formação Geral Básica para Altos Executivos), pela Fundação Getúlio Vargas e Banco do Brasil em 2000.

Trabalho

O primeiro emprego de Mário foi um Ibirama – SC, numa indústria de madeiras. Ficou pouco tempo lá, pois não tinha carteira assinada. Foi então para Blumenau, onde trabalhou por 10 meses na Prosdócimo, do ramo de eletrodomésticos. Depois disso, mudou-se para Porto Alegre, onde trabalhou na Fogões Wallig e, ao mesmo tempo, serviu o Exército. Em 1963, ingressou no curso de agronomia e, para ter algum dinheiro, trabalhava como eletricista nos fins de semana e como cobrador de bonde.

Em 1968, prestou concurso para Extensionista Rural na então ACARESC – hoje EPAGRI/SC. Escolheu a cidade catarinense de Modelo, onde permaneceu até 1969, quando foi transferido para Chapecó.  Em 1974, foi convidado a trabalhar na Cooperativa Central Oeste Catarinense, onde permaneceu até 1986 quando, a convite do então Presidente da Cooperalfa e da Aurora, Sr. Aury Luiz Bodanese, iniciou atividade como Vice-Presidente na Cooperalfa. Em 1997 foi eleito presidente, onde permaneceu até fevereiro de 2009, vindo a ser substituído por Romeo Bet.

Em 17 de outubro de 2002, Lanznaster foi eleito Vice-Presidente da Cooperativa Central Oeste Catarinense – AURORA e, em 25 de janeiro de 2007, Lanznaster foi conduzido à presidência cargo o qual exerceu até os últimos dias de vida. Entre 2008 e 2012, Lanznaster foi Conselheiro Fiscal da Federação das Cooperativas do Estado de Santa Catarina – FEACOAGRO. Em 2009 tornou-se Vice-Presidente de Assuntos Estratégicos do Agronegócio da Fiesc.

História com a extensão Rural

Em 1968, Mário prestou concurso para Extensionista Rural na então Associação de Crédito e Assistência Rural do Estado de Santa Catarina – ACARESC , hoje Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – EPAGRI. Fez o pré-serviço de 45 dias em Florianópolis e escolheu a cidade catarinense de Modelo para atuar, chegando lá em maio.  “Quando cheguei lá, o município estava sendo colonizado por migrantes do Rio Grande do Sul”.

No fim de 1969, Mário foi transferido para Chapecó, na mesma função. Um ano depois foi convidado a ser Coordenador Regional de Suinocultura, passando a atender as granjas de reprodutores suínos de todo o Oeste Catarinense.

História com a Aurora

Em maio de 1974, seu trabalho como Coordenador de Suinocultura na ACARESC chamou a atenção da Cooperativa Aurora.  Foi convidado por Aristides Cipriani a trabalhar como Assessor Técnico, coordenando a implantação do fomento à suinocultura, conhecido hoje como Suicooper. Junto com essa atividade, organizou a integração dos produtores.  Quando assumiu a função, percebeu que, para ter um melhor resultado na atividade, precisava melhor a qualidade da ração. Foi em busca de uma atualização em bromatologia em Porto Alegre, montando logo em seguida o primeiro laboratório da Nutri 1 (fábrica de ração) e assumindo a responsabilidade técnica  da fábrica de rações e concentrados. Pouco tempo depois, a Aurora entra em atividade com uma fábrica de industrializados em Presidente Getúlio-SC, onde abatia suínos e bovinos. No fim da década de 1980, ela é vendida. Quando a Aurora comprou o Frigorífico Peperi, de São Miguel do Oeste, em 1982, Mário já havia assumido a função de diretor industrial.

Em 1984, a Aurora começou a atuar com industrialização de sucos, encerrando as atividades em 2006.  Em 1985, Aury Bodanese, então presidente da Aurora, o chamou para outro desafio: estruturar o programa Avicooper (fomento a produção de frangos) e coordenar a construção de um frigorífico. Em outubro de 1987 (já havia se desligado da Aurora e atuava na Cooperalfa) era inaugurado o 1° abatedouro de aves da Aurora na cidade de Maravilha. Até 2002 atuou exclusivamente na Cooperalfa e, em 17 de outubro daquele ano, Lanznaster foi eleito Vice-Presidente na Cooperativa Central Oeste Catarinense – AURORA.  Em 25 de janeiro de 2007, Lanznaster foi eleito Presidente da Aurora. Em 31 de janeiro de 2011, Lanznaster foi reeleito presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos; em 27 de janeiro de 2015, reeleito para o terceiro mandato.

Janeiro de 2019, assume o quarto mandato da Aurora

Desde que assumiu a vice-presidência da Aurora, a cooperativa expandiu muito seu negócios: em 2002 a cooperativa incorporou o frigorífico de suínos da COOPERJACUÌ, de Sarandi-RS; em 2004 a unidade da antiga Chapecó Alimentos foi alugada e, anos depois, comprada; em 2006, estabeleceu uma parceria com a Cotrel de Erechim, nos frigoríficos de suínos e aves, que permanece até hoje; em 2010, foi arrendado o frigorífico da Avepar (abate de aves) em Abelardo Luz, comprado em 2015; em 2011, inaugura a mais moderna indústria de lácteos do Brasil, em Pinhalzinho SC; em 2012, a Aurora iniciou as tratativas para compra do frigorífico de aves da Bondio, em Guatambú-SC; em 2013, a Aurora arrendou a unidade de aves da antiga Chapecó Alimentos, em Xaxim, comprando a unidade em outubro de 2020;  em 2014, é reaberto o frigorífico de Joaçaba, fechado desde 2008; em 2015, a Aurora compra o abatedouro de frangos de propriedade da Cooperativa Agropecuária e Industrial de Mandaguari (Cocari); em 2018, a Aurora entra na linha de pescados por meio de parceria com C Vale; em 2019 a Aurora amplia a produção de suínos do FACH I em Chapecó  e inaugura  o maior Frigorífico de suínos do Brasil. Nesses anos como presidente, fez também muitos investimentos em ampliação e abate de várias unidades e construção de diversas estruturas, transformando a cooperativa Aurora Alimentos em uma das maiores agroindústrias do país.

História com a Alfa

Apesar de passar a atuar definitivamente na Cooperalfa a partir de 02 de janeiro de 1987, quando foi chamado pelo então presidente Aury Luiz Bodanese para ser preparado para sucedê-lo, sua história com a cooperativa começou em 01 de outubro de 1983, quando se associou a ela. No ano de 1985, foi eleito vice-presidente, mas continuou atuando na Aurora Alimentos por mais dois anos. Foi reeleito vice-presidente em 1989 e em 1993. Em 30 de janeiro de 1997, foi eleito presidente da Cooperalfa, reeleito em fevereiro de 2001 e em fevereiro de 2005, deixando o cargo em 2009 para se dedicar a presidência da Aurora Alimentos. Uma das primeiras ações de Mário na Cooperalfa, ainda como vice-presidente, foi fomentar as lavouras demonstrativas, o que em 1996 culminaria na criação do Campo Demonstrativo Alfa – CDA, maior evento técnico de difusão de tecnologias da cooperativa. Também passou fortalecer a ideia do “rodízio de gerências nas filiais”, com intuito de desafiar os administradores a novas ideias e culturas. Como presidente, suas principais ações foram: alavancar e expandir as indústrias; foi um grande um incentivador para a distribuição da Cota-Capital aos associados; liderou a expansão da Cooperalfa para a região de Xanxerê, extremo-oeste, planalto norte e sul catarinense; fortaleceu a liderança e fomentou a formação de jovens líderes e da participação das mulheres na cooperativa e na gestão da propriedade. Também sempre buscou aprimoramento e reconhecimento em outros países para trazer tecnologias adequadas a região Oeste de Santa Catarina. Sempre foi defensor da preservação ambiental e apoiador das técnicas de cultivo mínimo, plantio direto e utilização racional e consciente de agroquímicos, bem como da utilização de dejetos suínos como adubo orgânico e para produção de energia elétrica.

Alguns números do crescimento da Alfa na sua gestão

 19962008
Indústria de óleo127 mil toneladas/ano275 mil toneladas/ano
Indústria de trigo10 mil toneladas/ano100 mil toneladas/ano.
Colaboradores10581750
Associados960014700
Área de atuação25 municípios com associados no início da década de 1990Filiais em 52 municípios em SC e 3 no PR
FaturamentoR$ 188 milhões de reaisR$ 1,06 bilhão de reais

Na condição de administrador de uma das mais importantes cooperativas agropecuárias do país – a Cooperalfa, Lanznaster demonstrou um perfil gerencial de transparência, e buscou o envolvimento de maneira democrática, sendo adepto da liderança compartilhada. Também foi incansável batalhador para a neutralidade político-partidária dentro do sistema cooperativo. Lanznaster defendia que o ideal é que cada pessoa que integra o sistema, seja livre para pensar e agir, quando o assunto é escolha de representantes para o poder público.

História com o Sicoob MaxiCrédito

Em 1984, Mário Lanznaster era diretor industrial da Aurora Alimentos, mas também um participativo associado da Cooperalfa, além de ser muito próximo a Aury Luiz Bodanese, então presidente da Cooperalfa, que encabeçou a ideia de criar uma cooperativa de crédito. Foi assim que envolveu-se nesse projeto e se tornou um dos fundadores da então Credialfa, hoje Sicoob MaxiCrédito. Em entrevista ao Centro de Memória Alfa/MaxiCrédito-CEMAC, em 2018, Mário apontou que “na época, era uma necessidade do agricultor ter mais alternativas de crédito. E o Banco Nacional de Crédito Cooperativo – BNCC, através do Ministério da Agricultura, incentivou muito a criação de cooperativas de crédito. Como muitas outras cooperativas agropecuárias, a Alfa também criou a sua”. Ele reforçou ainda que todos compraram a ideia do projeto, até porque tinham muita confiança no Aury. “Quando íamos para o interior nas reuniões e assembleias, sempre recomendávamos que o pessoal se associasse na Credi também. Ela nasceu dentro da Alfa e foi estimulada a crescer, sempre firme.”

Representatividade

Presidente da S.A.C. – Sociedade Amigos de Chapecó – no ano de 1974.
Foi vice-presidente da então Credialfa, hoje Sicoob MaxiCrédito,  1986 até 1992;
Lanznaster foi Vice-Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina – OCESC -, como representante do setor agropecuário entre 1988 a 1993.
Membro do Conselho de Ética Cooperativista da Organização das Cooperativas de Santa Catarina – Gestão 1994/1997.
Conselheiro de Administração representando a Cooperalfa junto a Cooperativa Central Catarinense de Laticínios Ltda – em 1996.
Recebeu o título de Cidadão Honorário de Quilombo/SC – em 06/10/2001.
Conselheiro de Administração do SESCOOP – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de 2004 a 2007.
Recebeu o título de Cidadão Honorário de Chapecó/SC – em 26/05/2004
Recebeu comenda de Mérito Empresarial Carl Franz Albert Hoepcke, em Sessão Solene de Outorga na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina em Florianópolis/SC, no dia 15/05/2006.
Recebeu outorga de Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina do sistema Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC, no dia 26/05/2006 em Florianópolis/SC.
Entre 2008 e 2012, Lanznaster foi Conselheiro Fiscal da Federação das Cooperativas do Estado de SC – Fecoagro.
É Vice-Presidente de Assuntos Estratégicos do Agronegócio da Fiesc desde 2009.
Recebeu o título de Cidadão Honorário de Xaxim/SC – em 2013.
Recebeu outorga de Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria – CNI , no dia 22/05/2015 em Florianópolis/SC.
Participações:

Lanznaster participou de congressos, encontros, seminários de interesse da agropecuária catarinense e cooperativismo em níveis municipal, regional e nacional.

Viajou seis vezes para a Europa. Entre os objetivos destas viagens, destaca-se a observação de equipamentos para plantas industriais destinados a frigoríficos de aves. Tecnologias europeias foram usadas no Frigorifico Aurora de Maravilha. Na Europa, Lanznaster também buscou conhecimento para escolha de reprodutores suínos, bem como fez intercâmbios com Cooperativas daqueles países, visando ampliar horizontes com relação ao trabalho do Cooperativismo em nossa região.

Visitou cooperativas americanas em 1998, nas regiões de Minesota e South- Dakota. Repetiu a viagem para os Estados Unidos em outubro de 2000, para analisar e acompanhar as cooperativas de nova geração.

Para a Ásia, Mário Lanznaster viajou em 1999, onde conheceu as cooperativas da China e de Cingapura.
Em setembro de 2001, Lanznaster visitou o Egito, Israel e Grécia. Contatos estreitos foram mantidos com cooperativas israelenses, além de conhecer o sistema de bovinocultura de leite e irrigação daquele árido país.
No mês de junho de 2002 visitou Exposição Internacional de Suínos e Criações de Suínos em de Moins Ilinois e Chicago.
Em julho de 2002, Lanznaster visitou a China e Índia. Contatos estreitos foram mantidos com cooperativas Chinesas e Indianas.
De 24/10/2003 a 02/11/2003, Lanznaster visitou o Canadá. Contatos foram mantidos com a Federação das Cooperativas de Quebec – Montreal, bem como frigoríficos.
Em 26/03/2004 a 05/04/2004, Lanznaster visitou a França, Portugal e Espanha a fim de conhecer e trocar conhecimento com Cooperativas as quais industrializam e criam suínos ao ar livre, bem como avaliar o interesse da Espanha em importar matéria prima.
Entre 05/11/2004 a 16/11/2004, Lanznaster esteve na Argentina e Chile. O objetivo da viagem foi a troca de conhecimento do agronegócio Cooperativo Argentino e Chileno.
Nos dias 11/06/2005 a 20/06/2005, Lanznaster esteve na Dinamarca em visita ao DANISHCROWN Reprodutores Suínos – Granja/ Frigorífico.
Na Rússia entre os dias 05/09/2005 a 19/09/2005, Lanznaster manteve contato com o governo Russo visitou empresários em Moscou e San Petesburgo.
04/10/2005 à 08/10/2005 – Lanznaster participou de seminários da NUTRIBAS na cidade de Fortaleza /BA.
Na Alemanha e Suíça 01/05/2007 à 12/05/2007 Lanznaster observou equipamentos para Indústria de Lácteos em Pinhalzinho.
Em 02/06/2007 a 15/06/2007 – Lanznaster juntamente com cooperativistas catarinenses visitaram cooperativas na Inglaterra e suinocultores na Irlanda.
Lanznaster em 09/07/2007 á 13/07/2007, esteve na Espanha e França onde visitou cooperativas e indústrias de derivados de suínos.
10/11/2007 a 18/11/2007 – Lanznaster participou de seminários sobre suinocultura nos Estados Unidos da América – EUA (Agroceres) e visitou indústrias Americanas.
Entre os dias 25/11/2007 á 01/12/2007, Lanznaster na Dinamarca, visitou o BPI Best Pool Internacional.
Entre os dias 03/11/2008 á 17/11/2008, Lanznaster juntamente com os demais presidentes das Cooperativas Filiadas a Aurora visitarão a Nova Zelândia.
Entre os dias 15/07/2009 á 22/07/2009, Lanznaster participou de Missão Empresarial Brasileira pela Fiesc ao Cazaquistão e á Rússia, com objetivo de incrementar as transações comerciais, bem como potencializar parcerias entre empresas/entidades brasileiras e dos países visitados.
Entre os dias 30/11/2009 á 02/12/2009, Lanznaster participou de treinamento da Expo Management 2009 em São Paulo – SP.
Entre os dias 03/08/2010 á 05/08/2010, Lanznaster participou de Seminário Internacional de Suinocultura em – Porto de Galinhas (Seminário promovido pela Agroceres).
Entre os dias 02/05/2011 á 05/05/2011, Lanznaster participou do Seminário Transforme Água em Vinho promovido pela Agroceres em Mendoza na Argentina.
Em 2012 realizou visita técnica e cientifica com a Agrosuper no Chile;
Em 2013 participou de encontro e visita á clientes em Hong Kong e China;
Em 2013 participou de feira em Frankfurt na Alemanha.
Entre os dias 28/02 a 07/03/2014, participou pela FIESC do FOODEX em Toquio no Japão, onde a Aurora também esteve presente.
Entre os dias 26/10 a 30/10/2015, participou pela Nutron da Leaders Summit, em Chicago – EUA.
Entre os dias 08/04 a 17/04/2016, participou pela Coob de reuniões/visitas na África do Sul.
Entre os dias 11/06 a 18/06/2016, participou pela Tetra Pak do Customer Innovation Week EUA.
Entre os dias 20/09 a 23/09/2016, participou do evento da Elanco em Washington.
Entre os dias 17/10 a 21/10/2017, Lanznaster participou do Seminário Executivo PIC América Latina promovido pela Agroceres na Colômbia.

Informações da entrevista cedida por Lanznaster ao Cemac – Centro de Memória Alfa MaxiCrédito em 2016