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Deputado pede que Estado acelere decreto de situação de emergência Proposta foi aprovada na ALESC

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O tempo seco, o predomínio de sol, e o esvaziamento dos reservatórios, colocaram mais municípios catarinenses em situação crítica por causa da estiagem. Durante o mês de abril as chuvas foram escassas, e irregulares, o que está comprometendo o abastecimento nas cidades e no campo.

O deputado Altair Silva, atento a essa situação, solicitou ao Governador do Estado, Carlos Moises, e ao Secretário da Casa Civil, Douglas Borba, agilidade no processo que decreta situação de emergência e calamidade pública os municípios afetados pela seca ou estiagem. “Desde o início do mês de março, inúmeras regiões vêm sendo afetadas pela estiagem, e um dos segmentos que mais tem sofrido é a agricultura. Os produtores já amargam perdas significativas nas lavouras, e encontram grandes dificuldades para ter disponibilidade de água para o consumo próprio e até para os animais. Isso vai refletir diretamente nos números”, comenta com preocupação o deputado.

Segundo o documento enviado, grande parte dos produtores rurais contraíram algum tipo de financiamento, e com essas adversidades, correm um sério risco de ter queda na arrecadação e prejuízo com a atividade, o que força não honrarem com seus compromissos. “Com o decreto de emergência fica mais fácil e autorizado o produtor renegociar seus financiamentos e até acessar as linhas de crédito apresentadas pelo Governo Federal e Estadual para enfrentamento a seca”, comentou Altair.

Estimativa

Segundo dados da Epagri e do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados de Santa Catarina (Sindileite/SC), a estiagem que atinge Santa Catarina desde a metade do ano passado, em uma estimativa, soma mais de R$ 386 milhões em perdas, somente na soja, milho, feijão e leite. Segundo dados do Boletim Agropecuário do Governo do Estado, o milho, comparado com a safra anterior já apresentou queda de 10%, a soja teve aumento da área plantada e mesmo assim espera-se uma safra 4,4% menor que em 2019. O leite, sofre com as pastagens que secaram e as novas que não puderam ser plantadas, o que fez com que os preços despencassem ao produtor. “O agricultor já contabiliza fortes prejuízos com a estiagem, aliado a isso ainda temos a pandemia de covid-19 assolando o mundo, que apesar de não ter feito o agronegócio parar, impulsionou para baixo as vendas e para cima o preço dos insumos”, frisou Altair.

Medidas do Governo Estadual

Os produtores rurais de Santa Catarina contam com dois novos projetos para manter a competitividade dos pequenos empreendimentos: um com base no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e outro na Nota do Produtor Rural. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural espera injetar mais de R$ 60 milhões na economia catarinense nos próximos três anos, fortalecendo a agricultura familiar e minimizando os impactos da estiagem. As medidas fazem parte do Plano de Enfrentamento e Recuperação Econômica, desenvolvido pela Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) do Governo do Estado.

Uso consciente da água

Para economizar água, há uma série de medidas que podem ser adotadas:

  • Cheque vazamentos e não deixe torneiras pingando. Um gotejamento simples pode gastar cerca de 45 litros de água por dia;
  • Não tome banhos demorados. Uma ducha durante 15 minutos consome 135 litros de água;
  • Antes de lavar pratos e panelas, limpe os restos de comida com uma escova, toalha de papel, ou esponja;
  • Deixe pratos e talheres de molho antes de lavá-los. Ensaboe toda a louça e depois enxágue todas as peças;
  • Aproveite a água da chuva para regar as plantas e o jardim. As plantas absorvem mais água em horários quentes. Opte, portanto, por regar as plantas de manhã cedo ou no fim do dia;
  • Reaproveite a água da máquina de lavar para limpar a calçada ou nos vasos sanitários;
  • Em vez da mangueira, use vassoura e balde para lavar pátios e quintais.
Mauro Maurício Biondo