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Dia Mundial da Alergia: Por que tem aumentado tanto os casos de alergia?

Estima-se que 1 em cada 3 pessoas tem alguma alergia

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No dia 08 de julho é comemorado o Dia Mundial da Alergia. A data, definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi criada com o intuito de alertar as pessoas sobre a importância do assunto, já que em alguns casos ela pode levar à morte. As doenças alérgicas vêm aumentando no mundo todo, inclusive, no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 30% da população brasileira têm algum tipo de alergia e, desse percentual, 20% são crianças.

 

Alergias respiratórias, alimentares, medicamentosas, insetos, alergias na pele, elas são tantas, e cada vez mais tem aumentado  no dia a dia. A alergia é uma resposta exagerada ou uma hipersensibilidade do sistema imunológico a uma substância proveniente do meio externo. Isso geralmente acontece com pacientes predispostos geneticamente – que são as pessoas atópicas.

Mas, você já parou para pensar como tem aumentado os casos de alergia? Alergia alimentar então, nem se fala! Por que será que isso vem acontecendo?  Estima-se que 1 em cada 3 pessoas tem alguma alergia e em 10-20 anos cerca de 50% da população terá algum tipo de alergia ao longo da vida.

A Alergista e Imunologista, Dra Andressa Zanandréa, destaca que as alergias são causadas por uma desregulação do sistema imune e são diversos os fatores que podem justificar o aumento delas:
• Uso de antibióticos indiscriminadamente. Desde a gestação até ao longo da vida.
• Desregulação da flora intestinal, seja por uso excessivo de medicamentos ou por infecções.
• Parto cesáreo ao invés do vaginal (isso muda a colonização de bactérias boas no corpo do bebê).
• Introdução alimentar tardia ou muito precoce (ideal a partir dos 6 meses de vida – somente restringir alimentos por orientação médica).
• Alimentação pobre em fibras, com excesso de açúcar e rica em gorduras, com alimentos industrializados e cheios de corantes e conservantes.
• Teoria da Higiene – não ter contato com a terra, grama, areia, com animais, com ambientes ao ar livre aumenta a chance de alergias.
• Retirar o vérnix logo ao nascer (aquele “creme” branco que o bebê tem na pele ao nascer)! Esse “creme” é proteção e não deve ser retirado da pele!
• Usar fórmula de leite nos primeiros 3 dias de vida. Claro que existem casos que isso é inevitável como em bebês que fazem hipoglicemia ou mães que não conseguem amamentar!

Os tratamentos são diversos. Desde medicamentos orais, inalatórios e tópicos até a imunoterapia em que “ensinamos” o sistema imunológico a não reagir com determinado alérgeno. Muitos são os cuidados domiciliares e no estilo de vida que ajudam a prevenir crises alérgicas. “O objetivo sempre é manter o paciente controlado das alergias, com qualidade de vida e sem risco de reações graves ou até mesmo orientar o paciente em como agir em caso de reação”, explica Dra Andressa.

Em casos graves, como anafilaxia, é preciso fazer o uso de adrenalina e neste ponto temos um entrave: no Brasil a caneta de adrenalina auto injetável não é liberada pela ANVISA. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia vem lutando incansavelmente por essa conquista. A adrenalina salva a vida do paciente em casos de anafilaxia e deve ser aplicada imediatamente, por isso, portar esse medicamento é importante.

Dra Andressa alerta que é preciso prestar atenção em como está levando a vida. “Podemos mudar diversos desses fatores externos. Seja consciente e busque a prevenção de doenças alérgicas ou o seu controle, para melhor qualidade de vida”.

Foto Arquivo Pessoal
Darlei Luan Lottermann