Drone paralisa aeroporto de Congonhas por 46 minutos

101

Um drone interrompeu pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por 46 minutos no ínicio da tarde deste domingo (8).  Segundo a Infraero, empresa que administra o aeroporto, os pousos e decolagens foram suspensos entre 12h10 e 12h56.

Segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), a torre de controle de aproximação de aeronaves de São Paulo registrou duas informações de um drone próximo do local.

Ainda Infraero afirmou que neste periodo dois voos foram diretamente afetados: um da Gol, procedente de Caxias do Sul, que foi redirecionado para Guarulhos, e um da LATAM, procedente de Ribeirão Preto, que foi teve que pousar no aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Leia mais: Drones já fecharam quatro aeroportos e põem voos em risco

É a segunda vez que o aeroporto enfrenta este problema. Entre novembro de 2017 e novembro de 2018, drones já provocaram a interrupção das operações de quatro aeroportos no BrasilHá ainda outros 14 relatos de drones sobrevoando áreas de forma irregular no país neste período.

A LATAM confirmou que o voo LA4785, que vinha de Ribeirão Preto, foi redirecionado para Campinas. “Após o reabastecimento da aeronave, esta seguiu novamente para o destino final”, informou a companhia por meio de nota.

A Avianca informou que quatro voos da empresa, que ligam o aeroporto de Congonhas ao aeroporto Santos Dumont, sofreram atrasos. “A Avianca Brasil lamenta o desconforto causado, mas reforça que esses procedimentos, embora indesejados, são, às vezes, necessários para garantir a segurança”, escreveu a empresa.

O Brasil tem, atualmente, cerca de 50 mil drones cadastrados na ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). O aumento do número de equipamentos no país sinaliza a importância dos pilotos respeitarem as regras para o uso do equipamento no espaço aéreo brasileiro.

Segundo o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) da FAB (Força Aérea Brasileira), o voo de drones só pode ser realizado a mais de 9 km de distância de aeroportos e a 600 metros de helipontos. Infringir esta regra pode resultar em prisão, respondendo pelo crime de atentado contra a segurança da aviação, que prevê detenção de 2 a 5 anos.

R7/Divulgação/FAA