É preciso saber viver

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Os seres humanos, desde o início de sua existência, sempre foram movidos por um sentimento único de sobrevivência. Diante disso, na história da evolução humana, a busca por recursos que permitissem o aumento do tempo de vida e a melhora da saúde sempre foram objetivos a serem alcançados. Estatísticas apontam que 2019 é o ano em que, pela primeira vez, há mais idosos do que pessoas jovens. Nesse sentido, a medicina geriátrica é considerada a profissão mais necessária do futuro.

Para que se atinja uma velhice saudável e com qualidade de vida os cuidados devem começar cedo, e não somente após os 60 anos como afirma o médico especialista em Medicina da Família, cooperado da Unimed Chapecó e coordenador do Núcleo de Atendimento Personalizado à Saúde (NAPS), Dr. Juliano Brustolin. “Os bons hábitos de vida, como atividade física, boa alimentação, lazer, controle de estresse, boas relações familiares e sociais e uma espiritualidade presente na vida, são os grandes qualificadores para atingirmos uma velhice melhor. Apesar de toda a evolução tecnológica e científica da medicina, nada substitui com tanta eficiência as atitudes em busca de um envelhecimento saudável”, salienta o especialista.

Atualmente, a Medicina está muito mais avançada, sendo um fator importante que faz com que as pessoas envelheçam bem de acordo com Dr. Márcio Borges, médico geriatra, cooperado e coordenador do Pronto Atendimento da Unimed Chapecó. O envelhecimento, segundo ele, é uma conquista da humanidade que deve ser comemorada já que, conforme afirma, a grande maioria das pessoas vão chegar a viver uma boa parte da sua vida na velhice. O médico salienta ainda a influência da família no bem-estar da pessoa na terceira idade. O apoio familiar é uma das causas que garante que o idoso tenha ou não uma boa qualidade de vida. “A família é o fator de risco em pessoas idosas com idade acima dos 80 anos. Ou seja, quanto menos apoio familiar, maior probabilidade de desenvolver problemas sérios de saúde”, destaca.

REALIDADE

Nos últimos anos, o Brasil chegou a ser a 6ª nação mais idosa do mundo. Diante das mudanças no cenário populacional é necessário que os serviços de saúde se preparem para atender esse número cada vez maior de pessoas idosas, garantindo assim, estratégias que garantam qualidade de acesso aos meios de prevenção e tratamento de saúde. “Infelizmente o Brasil, apesar de alguns avanços na legislação, ainda está muito longe de ter boas políticas públicas de atenção aos idosos. Vivenciamos ainda a falta de uma estrutura pública preparada para atender aos velhos em suas necessidades, no que diz respeito a questões como preparo de profissionais, de locais de saúde e de autocuidado pessoal assim como as necessidades de saúde, estando ainda muito dependentes de familiares e de serviços de saúde” opina Dr. Juliano.

Dr. Márcio confirma que o país ainda não está preparado para atender a essa população de mais idade. Cita a falta de profissionais especialistas na área de saúde e a carência de políticas públicas voltadas aos idosos como alguns dos fatores que justificam esse despreparo. Nesse sentido, destaca a terceira idade como um possível problema de saúde pública do futuro. “As medidas existentes de cuidado ao idoso ainda são muito iniciais. Precisamos de profissionais capacitados para atender a essa parcela da população que deve aumentar ainda mais. Se hoje, temos cerca de 15% da população de pessoas idosas acima de 60 anos, no futuro, em torno de 20 a 30 anos, esse índice deve ultrapassar os 30% da população brasileira”, menciona Dr. Márcio.

AMPARO

A busca pela melhoria na qualidade de vida das pessoas trouxe as conquistas em saúde alcançadas na atualidade e que contribuíram para o aumento da longevidade da raça humana. Todas as instituições de saúde precisam estar atentas a estas mudanças e as necessidades desta população longeva, preparando-se, através da adoção de estratégias de saúde, para atender uma população cada vez mais idosa, mais consciente de suas necessidades e direitos e preocupada com qualidade de vida.

            A Unimed Chapecó, é uma cooperativa médica preocupada com o futuro e sempre busca estar à frente nas ações, pensando nos seus clientes e colaboradores. Para isso, desenvolve projetos inovadores que tragam cada vez mais benefícios em qualidade de atendimento, e que promova mudanças de hábitos a fim de ofertar um envelhecimento mais saudável a seus usuários.

            Um dos projetos envolve o investimento em estratégias de atendimento personalizado a saúde de seus clientes, que visa a melhora da qualidade do atendimento, com foco no trabalho preventivo, educativo, de reabilitação e de tratamento. Nesse sentido, desenvolve ações que trarão, a longo prazo, uma mudança no estilo de vida das pessoas que envelhecem, diminuindo doenças crônicas e limitações e permitindo uma vida ativa e plena mesmo nas idades mais avançadas.

Texto: Andressa Recchia/Unimed Chapecó

Foto: Divulgação