CHAPECÓ
Destaques Especial 47 anos: Paixão de pai pra filho marca a primeira das...

Especial 47 anos: Paixão de pai pra filho marca a primeira das histórias contadas pelo torcedor

9412

Além da bola rolando, o que mais tem feito falta aos apaixonados por futebol neste período de pandemia? Para o Rafael Demarco de Castro, é a oportunidade de abraçar o pai – Sr. Pedro – nos momentos de comemoração em cada vez que a Chapecoense marca um gol.

O torcedor e autor desta história, de 21 anos, vai ao estádio desde 2006. Já o seu progenitor é frequentador assíduo do Condá desde a década de 90. A paixão passou de geração em geração e a casa da Chapecoense – além de palco de grandes emoções – registrou, também, grandes momentos compartilhados por pai e filho. Entre eles está o Campeonato Catarinense de 2016, quando Chapecoense e Figueirense se enfrentaram num clássico de emoções a flor da pele.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

“Vou no estádio desde 2006 com meu pai.  Ele é o um cara muito fechado, os abraços entre a gente acontecem apenas em momentos especiais. E um destes momentos foi em 2016, no Campeonato Catarinense. Aquele ano já dava indícios, desde o começo, de que seria diferente. Íamos jogar contra o Figueirense e a equipe era a cara escancarada de seu técnico Argel Fuks. Na época, cada declaração dada por ele e por seus comandados deixava os ânimos exaltados para o confronto que estava por vir. No dia da partida, a Arena Condá pulsava. Foi um dos climas mais extasiantes que já presenciei, uma preparação do que estaria por vir ao longo da temporada. O jogo foi bastante truncado, aquele típico 0x0, mas em Chapecó não existe roteiro, somos imprevisíveis. Foi então que, como mágica, o Gil aos, 40 minutos do segundo tempo, passou a bola no meio das pernas do defensor e chutou colocado, sem chances para o goleiro. Um golaço! 

“A comemoração é uma das minhas melhores lembranças:  o abraço que dei no meu pai comemorando aquela vitória, tão importante para todos naquele momento”.

‘Os vendedores de frutas venceram a capital’. Neste tempo, pensar no calor do abraço de meu pai, é o que dá uma perspectiva de querer tudo isso de volta, voltarmos ao estádio juntos e darmos  outros abraços”.

Por Alessandra Seidel