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Júri de cartomante e marido envolvidos em tentativa de homicídio começa nesta terça em Chapecó

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O júri da cartomante e seu marido, acusados de participação na tentativa de homicídio encomendada por uma mulher começa nesta terça-feira (10) em Chapecó/SC. A ré ainda responde por ter constrangido a mandante do crime a pagar mais após o cometimento do crime, mediante grave ameaça de morte contra ela e o neto. A sessão de julgamento inicia às 8h30 sob presidência do juiz André Milani, da 2ª Vara Criminal de Chapecó.
De acordo com a denúncia, a outra acusada procurou a cartomante em busca de reconciliação com o ex-marido, que estava em outro relacionamento. Como o feitiço – que custou cerca de R$ 300 mil – não deu certo, a cartomante teria proposto o homicídio da nova esposa do homem.

O crime

No início da tarde de 3 de junho de 2019, na Rua Marechal Deodoro, próximo a agência do centro do Banco do Brasil, uma mulher foi baleada com três disparos na cabeça. Ela foi socorrida a tempo de se recuperar. O autor dos disparos, era um paraguaio que fugiu em uma moto e foi preso pouco tempo depois pela Guarda Municipal.
A investigação da Polícia Civil mostrou que o homem na verdade, era um atirador e teria sido contratado, pelo marido da cartomante, para executar o crime. Ele recebeu a orientação de simular um latrocínio (roubo seguido de morte) com pagamento total de R$ 35 mil prometidos, dos quais R$ 15 mil já haviam sido pagos.

Extorsão

A denúncia apresentada informou que, a cartomante, teria exigido ainda mais dinheiro da mulher, para sair da cidade com o marido. Ela ainda teria ameaçado de morte a mulher e o neto dela. Chegaram a ser entregues cheques no total de R$ 800 mil, dos quais R$ 90 mil foram compensados.
O autor dos disparos foi a júri ainda em 25 de novembro do ano passado. Ele foi condenado a 15 anos e oito meses de prisão, em regime fechado. Os jurados reconheceram as qualificadoras de crime cometido mediante paga ou promessa de recompensa e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A sentença também inclui as penalidades por porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada e uso de documento falso.

Defesa

Em contato com a defesa dos réus, o advogado criminalista, Cláudio Dalledone, informou que entende que o julgamento tem temas sensíveis, mas que a defesa irá abalar todas as certezas. “Com apego à verdade e dentro do que foi e ainda será produzido no julgamento, a defesa irá abalar todas as certezas até agora construídas. Este julgamento também está aberto ao público, não está mais restrito a normas sanitárias. Conta com um juiz e um promotor experientes e com advogados de fora do estado. Tem tudo para ser um grande julgamento onde a verdade irá prevalecer”, finalizou o delegado que vem de Curitiba para fazer a defesa.

Foto: Nadia Michaltchuk

Fonte:DI

 

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