Livro conta a história do município de uma perspectiva nunca relatada antes e revela quem batizou Chapecó

8275

O autor Marco Aurélio Nedel vai lançar a sua oitava obra intitulada “Como surgiu Chapecó” nesta sexta-feira, 21 de fevereiro, às 18h30, na Biblioteca Pública Municipal Neiva Maria Andreatta Costella. O livro conta a história de Chapecó de uma perspectiva nunca relatada antes.

Segundo o autor, o livro não vem para mudar a história, porque a história de Chapecó é uma só, mas para mudar a forma como a história é contada. “Os historiadores sempre focaram na história do município a partir da vinda do Coronel Ernesto Bertaso, de 1917 em diante, já o livro aborda um período que vai desde meados do século XVII, por volta de 1650, que antecede a chegada do Coronel Bertaso e de Manuel do Nascimento Passos Maia. Traz revelações pré-Bertaso que são contadas com uma amplitude maior”, relata Nedel.

A obra instiga o leitor a descobrir realmente o que significa a palavra Chapecó. Aponta quem, em 1834, batizou o Rio Chapecó com esse nome que, 74 anos depois, serviu de inspiração para o nome da cidade, revelando quem a batizou. Traz mapas e documentos do século XIX das províncias de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que estão arquivados no Rio de Janeiro, no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e no Arquivo do Exército, na Praça Duque de Caxias.

O livro apresenta também diversos documentos históricos, entre eles um mapa do século XVI, arquivado em Amsterdã na Holanda, considerado o mapa mais antigo que alcança a região Oeste Catarinense. Comprova também o período no qual os Guaranis deixaram a região com a Batalha do Bororé. Relata a ocupação da região pelos Paulistas e a chegada, em meados de 1836, do primeiro homem branco ao Oeste de Santa Catarina, chamado de José Raymundo Fortes.

Fortes, que era de origem mineira, adquiriu terras da Baronesa de Limeira que morava em São Paulo. Ele se estabeleceu nas nascentes do Riacho Passo dos Fortes, formando uma grande invernada, se tornando assim o primeiro pecuarista do Oeste. Fortes também construiu um alambique para produção de cachaça, açúcar e rapadura, além de uma tafona para produção de fubá, se tornado assim também o primeiro industrial.

Outro capítulo traz a história de Vitorino Condá, o Índio Condá, que abriu a rota para os tropeiros. Descreve a vinda, em 1882, do Marechal José Bernardino Bormann, documentada através de papéis arquivados no Rio de Janeiro, permanecendo aqui por 17 anos.

Já em 1917 o livro relata que o médico e farmacêutico Manuel do Nascimento Passos Maia e o Coronel Ernesto Bertaso fundaram a empresa Bertaso, Maia e Cia. adquirindo da família Fortes uma área de terra. Fatos que reforçam que Maia e Bertaso foram fundamentais para o desenvolvimento de Chapecó. A partir desse período a história segue o percurso mais conhecido popularmente.