Motoristas profissionais devem fazer exame toxicológico

Procedimento é uma exigência a todo motorista que pretende obter a CNH nas categorias C, D ou E

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Motoristas profissionais precisam passar por exames regularmente, seja para renovarem suas cartei-ras de habilitação ou por rotina da empresa. O exame toxicológico é uma exigência a todo motorista que pretende obter a CNH nas categorias: C, D ou E. Dessa forma, este procedimento tornou-se obrigatório, após a publicação da Lei Federal 13.103/2015, mais conhecida como Lei do Caminhoneiro ou Lei do Mo-torista.

Apenas os laboratórios credenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) são aptos a realizarem os exames toxicológicos. Conforme o bioquímico Ridiger Clauss, proprietário do Ridiger La-boratórios, através deles é detectado o uso de substâncias em até 90 dias anteriores e a coleta não exige preparação prévia, sendo necessárias duas amostras de cabelo.

“Em princípio, a análise é feita a partir da queratina que chega ao cabelo e aos pelos através da corrente sanguínea, pois é na queratina que se armazenam os metabólitos resultantes do consumo de substâncias psicoativas”, explica Ridiger.

Segurança nas estradas

O exame é considerado uma importante medida de segurança para as estradas brasileiras. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), desde a sua obrigatoriedade, houve a redução de 38% nos aci-dentes de trânsito nas rodovias federais envolvendo motoristas que transportam cargas e passageiros.

Esse balanço comprovou o uso frequente de substâncias psicoativas pelos profissionais de transporte, que recorriam a essas alternativas para conseguir enfrentar as excessivas jornadas de trabalho exigidas.

E os próprios condutores concordam com a Lei. Uma pesquisa divulgada pelo Ibope em julho de 2019 mostrou que, entre os 2.002 entrevistados, em 144 municípios, 85% apoiam que os motoristas profissio-nais reprovados em exames toxicológicos tenham suas carteiras de habilitação suspensas até realizarem novo teste que comprove que estão livre de drogas.

Carol Bonamigo