Obesidade mais que dobra no Brasil nos últimos anos

De acordo com o IBGE, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade do país mais que dobrou, passando de 12,2% para 26,8%.

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Dia 04 de março é o Dia Mundial de Combate à Obesidade e você sabia que a obesidade mais que dobrou nos últimos anos no Brasil. Esses são dados divulgados pela Pesquisa Nacional de Saúde 2019, e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o relatório, entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade do país mais que dobrou, passando de 12,2% para 26,8%. No período, a obesidade feminina passou de 14,5% para 30,2% e se manteve acima da masculina, que subiu de 9,6% para 22,8%.

Já a proporção de pessoas com excesso de peso na população com 20 anos ou mais de idade subiu de 43,3% para 61,7% nos mesmos 17 anos. Entre os homens, foi de 43,3% para 60% e, entre as mulheres, de 43,2% para 63,3%.

Diante deste cenário, a obesidade se tornou um dos maiores problemas de saúde pública do país e do mundo. O cirurgião geral, Dr João Baroncello explica que a obesidade é uma doença crônica que tende a piorar com o passar dos anos, caso o paciente não seja submetido a um tratamento adequado e contínuo. Além de reduzir a qualidade de vida, pode predispor a doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer.

Das seis doenças que mais levam à óbito no Brasil, quatro estão diretamente ligadas à obesidade: acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, diabetes e hipertensão. Quando associadas, elas são responsáveis por cerca de 72% dos casos de morte.

Débora Fernanda Poncio foi submetida a cirurgia bariátrica em 2015 e na época estava com 95kg, 37kg acima do seu peso normal. Já apresentava, devido à obesidade, dislipidemia, pré-diabética e picos hipertensivos. “Quando todos os tipos de dieta e ajudas de profissionais não faziam mais efeitos e o peso só aumentava, resolvi buscar ajuda médica para fazer a bariátrica”.

Ela destaca que não ficou insegura e o cirurgião me passou muita segurança. O pós-cirúrgico não apresentou complicações e a cada quilo perdido era uma alegria diferente. “Não tive problema nenhum, mesma coisa que não tinha feito nada! A introdução de alimentos conforme o tempo necessário e toda a rotina foi tranquila, tive muito preparo antes da cirurgia para esse momento. Hoje esbanjo de uma vida saudável e estou com 58kg”, destaca.

Baroncello explica que pacientes submetidos a cirurgia devem ter acompanhamento contínuo com o cirurgião que a operou, além de acompanhamento psicológico, nutricional e de atividade física. “Embora a perda de peso seja rápida, há risco de o paciente recuperar o peso. Por isso, é necessário praticar exercícios e seguir um acompanhamento multidisciplinar com nutricionista, endocrinologista, gastroenterologista, psicólogo, entre outros profissionais”.

Foto Grasi Mohr – Cirurgião geral, Dr João Baroncello

Foto Arquivo Pessoal – Débora Fernanda Poncio foi submetida a cirurgia bariátrica

Darlei Luan Lottermann