CHAPECÓ
Geral Operação “CARROS” Polícia Civil

Operação “CARROS” Polícia Civil

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A Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Fronteira de Chapecó, concluiu dois inquéritos policiais que apuram crimes de estelionato. Um suspeito foi preso preventivamente e outro está sendo procurado.
A OPERAÇÃO “CARROS” é um conjunto de investigações realizadas pela 3ª Delegacia de Polícia de Fronteira de Chapecó, para apurar diversos crimes de estelionato ocorridos em Chapecó e região. Somente em Chapecó foram cerca de 10 vítimas lesadas, que venderam seus carros aos investigados, mas não receberam por eles.
Pelo que foi apurado, as vítimas anunciavam que pretendiam vender o carro. Em seguida, eram contatadas pelos investigados, que se mostravam interessados na aquisição dos veículos. Uma vez que chegavam a um acordo quanto a valores, os investigados convenciam as vítimas a preencherem os documentos para transferência ou a outorgarem procuração para que os investigados pudessem, desde logo, dispor dos veículos. Tão logo podiam dispor dos veículos, os investigados cuidavam de passar para o nome de outras pessoas, a fim de impedir que as vítimas tentassem reavê-los. O pagamento pelos carros era feito com cheques de terceiros, mas quando referidos cheques eram apresentados para compensação, acabavam devolvidos por insuficiência de fundos, divergência de assinatura, etc. Quando o pagamento não era feito com cheques, os investigados conseguiam um prazo para pagar às vítimas, mas nunca pagavam, e quando às vítimas se davam conta, os carros já pertenciam a outras pessoas.
Para simular a licitude dos negócios e para alegar que tudo não passava de uma simples inadimplência, em muitos caos os suspeitos chegavam a firmar contrato de compra e venda com as vítimas.
Contudo, diante de todas as evidências de que os investigados passaram a fazer da fraude um meio de vida, representou-se pela prisão preventiva deles, sendo que um foi preso no dia 28 de fevereiro de 2022, em Maravilha/SC, e outro está sendo procurado. Existem registros de crimes praticados pelos suspeitos em outros dez municípios da região de fronteira, além de Chapecó.