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Operações na Rota do Milho devem começar em julho

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Reprodução/Internet

Durante o encontro de autoridades na Fiesc, na última semana, onde foi debatida a produção e compra de milho no estado, uma das alternativas apontadas foi a Rota do Milho. Atualment Santa Catarina produz em média três milhões de toneladas de milho, mas utiliza sete milhões na produção de carne por ano.

A Rota do Milho começa no Paraguai e sua produção de milho. A intenção é que o milho saia do Paraguai, siga para Argentina – passando pela Provincia de Misiones em direção a Bernardo de Irigoyen – e chegue até Dionísio Cerqueira, onde já existe um serviço de aduana. A distância é de 354 quilômetros, cinco vezes menor do que o trajeto feito pelos caminhões que trazem milho do Mato Grosso, por exemplo. Até Chapecó, maior centro de consumo do grão em Santa Catarina, os caminhões vindos do Paraguai percorrerão 555 quilômetros.

O secretário da Agricultura Airton Spies explica que Santa Catarina já importa milho do Paraguai, porém em uma rota mais longa, passando por Foz do Iguaçu.  “Hoje o Paraguai é a melhor opção para o abastecimento de milho em Santa Catarina. A produção do país ainda não consegue atender toda nossa demanda, porém a produção deve aumentar assim que surgir uma procura maior pelo grão”, ressalta.

O diretor executivo do Sindicarne, Ricardo Gouvêa, considera ainda a possibilidade de trazer milho da Argentina e até mesmo dos Estados Unidos. “O Brasil produz milho suficiente, porém falta uma política para cuidar do abastecimento interno. Por isso a necessidade de encontrar fornecedores alternativos. O milho é a base de toda cadeia produtiva de carnes e é uma grande preocupação em Santa Catarina”.

Durante a reunião, o sub-coordenador do Núcleo Estadual da Faixa da Fronteira (NFSC), órgão ligado à Secretaria de Estado do Planejamento, Flávio Berté apresentou o cenário atual da Rota do Milho e anunciou o início das operações para os dias 12 e 13 de julho.