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Pai que tentou matar filha de um mês é condenado a mais de 26 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Joinville

O homem foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão por tentativa de homicídio triplamente qualificado. A bebê com pouco mais de um mês de vida foi agredida na cabeça com tapas e soco pelo réu. A criança sobreviveu as agressões e ficou com lesões cerebrais gravíssimas.

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Um homem denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por ter tentado matar a filha de um mês de vida foi condenado nesta quinta-feira (5/8) em sessão do Tribunal do Júri em Joinville.

Conforme a denúncia da 23ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, o réu rejeitava e desprezava a filha desde o nascimento. Em 12 de março de 2020, o homem agrediu a filha de um mês de vida com tapas e socos na cabeça. Ele aproveitou que a mãe da criança não estava no quarto para tentar matar a bebê.

A mãe tentou buscar imediatamente socorro médico, mas foi impedida pelo réu. O que agravou o estado de saúde da criança. A bebê foi levada ao hospital, passou por cirurgia e sobreviveu. Ela sofreu diversas lesões cerebrais.

Segundo os relatos, o homem era agressivo com a mulher e as filhas e já havia agredido a bebê antes. Um laudo pericial constatou que a bebê já tinha lesões anteriores ao crime.

O Promotor de Justiça Marcelo Sebastião Netto de Campos ressalta que o réu tinha histórico de agressões e abusos contra a mãe da vítima. “O réu, por ciúmes, chegou a cortar os longos cabelos da esposa grávida de 8 meses. Depois do nascimento da filha a rejeição era tamanha que chegou a quebrar as costelas da bebê muito antes das agressões que causaram o trauma craniano, pois os exames demonstraram que as fraturas eram antigas”.

O Conselho de Sentença considerou o réu culpado pelo crime de tentativa de homicídio triplamente qualificado – por motivo torpe, uso de meio cruel e por impossibilitar a defesa da vítima. O homem terá que cumprir a pena de 26 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado e não poderá recorrer em liberdade.

A decisão é passível de recurso.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC