Pandemia do sedentarismo

Com o isolamento social, as pessoas não estão motivadas em fazer exercícios físicos em casa.

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O sedentarismo é uma pandemia em meio a pandemia do coronavírus. É o que mostra o Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que analisou as consequências da falta de atividade física. Com o isolamento social, as pessoas não estão motivadas em fazer exercícios físicos em casa. A inatividade física contribui com mais de 5 milhões de mortes por ano. Existe uma tendência de aumentar a inatividade em 50% com o isolamento social.

Outro estudo publicado pelo periódico científico “British Journal of Sports Medicine”, mostrou que a falta de exercícios físicos está associada a um maior risco de desenvolver formas mais graves da Covid-19 e morrer em decorrência da doença.

O ortopedista, Marco Alecio explica que isso ocorre porque a doença ataca o sistema respiratório e cardiovascular, que são bem mais frágeis em pessoas sedentárias e obesas, pois o corpo está com baixa imunidade e em constante inflamação.

Dr Alecio explica que isso implica profundamente na terceira idade, pois a falta de atividade física para o idoso gera a sarcopenia, que é a perda de massa muscular, e a síndrome da fragilidade, onde o idoso tende a cair mais e fraturar mais os ossos. Exercitar-se fisicamente e seguir uma dieta equilibrada com orientação profissional são os meios mais eficazes de prevenir ou minimizar a sarcopenia.

O ortopedista destaca que é necessário respeitar o isolamento, mas também é preciso manter as atividades físicas dentro de casa. Existem exercícios simples que podem ser realizados como dançar, subir escadas e realizar exercícios com orientação remota de um educador físico. “Adotar hábitos assim, já pode ajudar a combater o sedentarismo”.

 

Foto Darlei Lottermann

Ortopedista, Dr Marco Alecio