Pandemia faz famílias buscarem imóveis com mais espaço

9037

A pandemia trouxe uma ressignificação do local onde as pessoas moram e vivem. O lar, que antes era só para dormir, com a pandemia, viram o quão necessário é um quintal, uma varanda ou até mesmo uma casa ou apartamento com mais espaço para a família.

O home office veio com força durante a pandemia e, pelo jeito, veio para ficar. Ter um local confortável, agradável e bem iluminado tornou-se algo necessário. De acordo com a corretora de imóveis e proprietária da GoHome, Tatiele Bressa, com mais tempo em casa, as pessoas começaram a analisar esses aspectos do lar e tiveram mais tempo para buscar um novo imóvel.

A família de Sandra Linhares de Farias sentiu a necessidade de um local maior para os filhos durante o isolamento social. Eles tentaram se adaptar ao apartamento, mas com dois filhos e cachorro sentiram na pele que era preciso buscar uma casa com uma área de lazer para a família. “A corretora Tatiele nos apresentou uma casa com um espaço maravilhoso de 2,5 mil metros quadrados de terreno e nos apaixonamos. A pandemia com certeza foi um dos fatores predominantes na nossa decisão”.

Sandra ainda ressalta que a qualidade de vida da família mudou, pois trouxe tranquilidade, segurança e o bem-estar de todos. “Foi muito assertivo fazermos essa mudança, é qualidade de vida para os nossos filhos e para nós mesmos”.

Essa mudança de comportamento pode ser vista em dados. Por incrível que pareça, mesmo com o momento instável, o mercado imobiliário ficou mais aquecido durante a pandemia. Segundo pesquisa realizada pela consultoria BRAIN Inteligência Estratégica, das pessoas que pensavam em comprar um imóvel, 22% efetivaram a compra em junho de 2020, seis pontos percentuais superior a março, e três pontos percentuais maior que Abril, meses iniciais da pandemia.

Tatiele destaca que os financiamentos durante a pandemia para compra do imóvel também cresceram. Com um crescimento de 58% durante a pandemia em 2020, os financiamentos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança atingiram R$ 124 bilhões, superando o recorde histórico de R$ 112,9 bilhões, de 2014, período do boom do setor.

Foram financiados com esses recursos 426,8 mil unidades, uma alta de 43,2% em relação a 2019, segundo dados da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

De acordo com a corretora, isso é reflexo das facilidades no crédito para financiamento imobiliário. Com os sucessivos cortes da Selic, a taxa básica de juros, que chegou ao final de 2020 a 2%, os bancos reduziram os juros para financiar imóveis. As condições favoráveis para compra de imóvel permanecem em 2021, com os juros dos financiamentos acessíveis e atrativos.  Além disso, os prazos de pagamento das prestações se alongaram, chegando a 35 anos.

Foto – Ascom

Darlei Luan Lottermann