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Paralisação das atividades de recolhimento de animais mortos pela empresa CBRASA preocupa prefeitos da região

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O mês de abril terminou com uma notícia preocupante para os municípios da região. A partir da semana que vem os animais mortos em propriedades não serão mais recolhidos. O anúncio foi feito na manhã do dia 30, quando os prefeitos estiveram reunidos com o gerente da unidade da empresa CBRASA em Seara, Leonardo Biezus, que anunciou a paralisação das atividades de coleta de animais mortos em propriedades rurais a partir de segunda-feira, 06 de maio.

Conforme Leonardo, a paralização se dá em função da morosidade para a normatização junto ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para que a empresa possa comercializar (exportar) o produto gerado, “a direção decidiu dar férias coletivas aos funcionários e após 30 dias, caso não tenha tido nenhum avanço na normatizar dos serviços, iremos encerrar as atividades” finaliza o gerente.

O serviço está sendo desenvolvido pela empresa desde o ano de 2017, e somente no ano de 2018 foram recolhidas 8 mil toneladas de animais mortos na região da AMAUC, totalizando 76 mil cabeças (bovinos e suínos). Os prefeitos da região defendem o projeto uma vez que este apresenta uma solução que visa dar o destino correto aos animais mortos, dentro da legalidade, com total preocupação quanto à sanidade animal e meio ambiente.

“Além de toda questão ambiental, também precisamos pensar na saúde do produtor, que sofrerá com a paralisação do serviço, uma vez que será preciso voltar a fazer o sistema de compostagem do animal na propriedade, sabemos que esta é uma técnica correta de destino, mas necessita de critérios rígidos para sua execução”, pontua o presidente do Consórcio Lambari, Prefeito Volnei Schmidt. Outra preocupação da região é que o serviço de recolhimento volte a ser feito de forma clandestina, colocando em risco a biosseguridade, completa.

SECOM