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Destaques Profissionais da saúde e segurança recebem homenagem em Lajeado

Profissionais da saúde e segurança recebem homenagem em Lajeado

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Escritos na década de 1980, versos famosos do cantor e compositor brasileiro Lulu Santos
ganharam um novo sentido para profissionais do Vale do Taquari que, todos os dias,
colocam as suas vidas em risco para proteger a comunidade da Covid-19. “Nada do que foi
será/ De novo do jeito que já foi um dia/ Tudo passa, tudo sempre passará”. A estrofe foi
uma das que homenageou pessoas que atuam nas áreas da saúde e da segurança pública,
nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, em Lajeado.
O palco foi a Avenida Benjamin Constant, em frente ao Hospital Bruno Born, no Centro. Das janelas, da sacada e da portaria da casa de saúde os trabalhadores ouviam as músicas
tocadas e cantadas ao vivo, no estilo voz e violão, pelo músico, que é natural de Estrela,
Ricardo Petter. Foram cerca de 20 minutos e quatro canções, intercaladas por frases de
motivação e reconhecimento do papel desempenhado.
Felipe Mann, 28 anos, que trabalha no HBB como enfermeiro, disse que o momento serviu
para renovar o compromisso com a profissão que escolheu. “Acaba dando força para
enfrentarmos esse cenário que é, de tristeza, seja de familiares ou das equipes. Acabamos
nos envolvendo e ver todo esse cenário abala. Algo desse tipo, agora, dá força para
enfrentar tudo, para deixar a nossa família em casa, estar na linha de frente e ter força.
Muita força e muita fé que isso tudo vai passar”.
Há 20 meses trabalhando no hospital, ele agora está lotado na emergência, recebendo
pacientes com suspeita da doença. “Mudou tudo. Mudou a vida e todas as rotinas. Já tinha
uma tensão a mais e agora é mil vezes mais”, conta o enfermeiro. Com lenços brancos nas mãos, máscaras no rostos e distantes uns dos outros os funcionários puderam sentir o
carinho depositado nas notas musicais. Já os profissionais da segurança ficaram na rua, de
frente para o hospital, também sendo homenageados.
A ideia, segundo o músico Petter, partiu de um grupo anônimo, de moradores da região.
Uma sociedade civil organizada que pretendia levar carinho para quem está expondo a sua
vida para ajudar os outros. “Esse carinho é necessário. Estamos vivendo um momento de
uma ferida aberta, muito dolorida. Cada um dando um pouquinho a gente consegue abraçar e dar carinho”, falou.
Secretário da Segurança Pública de Lajeado, Paulo Locatelli reforçou o objetivo da ação.
“Mostrar unidade e força no momento que estamos vivendo”. Integrantes do Clube Tiro e
Caça (CTC), segundo ele, levantaram a ideia. Estiveram representados Brigada Militar,
Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Departamento de Trânsito da
Prefeitura de Lajeado. Ainda participaram fiscais da Secretaria do Planejamento e membros
da Vigilância Sanitária do município.
Replicando o que os trabalhadores da saúde e da segurança fazem cotidianamente, os
voluntários levaram esperança em meio ao caos. Fé diante da adversidade. Separados por
medidas de prevenção, mas com os corações próximos e as mentes convictas da
importância que o trabalho tem durante a pandemia. Como dizia Milton Nascimento, na
Canção da América “O que importa é ouvir/ A voz que vem do coração”.

Fonte: Grupo Independente/Foto: Natalia Ribeiro

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