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Reunião de Trabalho debate implantação do GPS Rural Mulher

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O GPS Rural é uma ferramenta que auxilia os produtores a terem acesso a serviços de saúde e segurança pública. Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, SAMU e SAER são acionados via código de GPS de cada propriedade. Em Reunião de Trabalho, realizada nesta segunda-feira (25), no Legislativo de Chapecó, foi debatida a possibilidade de ampliar o serviço para atender especificamente mulheres que sofrem violência no campo. O encontro foi conduzido pela vereadora Carolina Listone (PC do B).

Participaram da reunião de trabalho, representantes da Polícia Militar, Secretaria de Desenvolvimento Rural de Chapecó, Sociedade Amigos de Chapecó (SACH) e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. “As propriedades têm uma identificação. Nós queremos criar uma fórmula para que as mulheres possam acionar o 190 da Polícia Militar, e de forma rápida passar esse código para ser atendida pela PM como vítima de violência. Promovemos o encontro para acertar esses detalhes”, explica Carolina Listone.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural, 600 propriedades rurais de Chapecó estão cadastradas no GPS Rural. Segundo a pasta, ainda faltam outras 700 fazerem parte do programa. “Com essa ferramenta, temos dados que mostram uma diminuição no tempo de atendimento da PM em cerca de 50%”, revela Jonas Bringhenti, diretor da secretaria.

O comandante do 2º BPM, Ademir Barcarollo, disse que existe a possibilidade do GPS Rural ser estendido também como forma de combater a violência das mulheres no campo, mas que é necessário um debate mais profundo para que o serviço prestado atualmente não seja desvirtuado.

A vereadora fez alguns encaminhamentos ao final da reunião de trabalho. Entre eles, afirmou que será criada uma comissão de trabalho com representantes de entidades para discutir melhor a implantação do GPS Rural Mulher até meados de 2022. Além disso, falou da importância em promover campanhas publicitárias e mobilizar as comunidades do interior para que as mulheres do campo sejam encorajadas a fazer denúncias ao se tornarem vítimas de violência.