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SOCO estimula a criação consciente de pássaros em Chapecó

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São centenas de cores de canários existentes no mundo, mas na criação do associado da Sociedade Oeste Catarinense de Ornitologia (SOCO), Asilir Dalacort, em Chapecó, as aves amarelas e brancas predominam. Ao todo, o criador conta com cerca de 250 aves domésticas e uma reprodução de 500 filhotes por ano. Os antepassados dos exemplares dessa e de outras variedades têm raízes nas Ilhas Canárias, um arquipélago espanhol ao largo da costa noroeste da África.
       Asilir é membro da SOCO há 30 anos. No início, ele começou a sua criação com apenas dois pássaros. Com o passar do tempo, especializou-se na criação de canários da linha clara. “No início eu fui criando sem muita informação, depois que soube da sociedade comecei a participar de feiras e campeonatos e estudar sobre genética e reprodução”, conta.
         A busca por tonalidades intensas está entre os principais objetivos dos criadores associados da SOCO. Eles ainda se interessam pela definição do porte do pássaro e o melhoramento genético da raça. Esses critérios são avaliados em campeonatos e exposições de pássaros nos quais a SOCO participa.
          A criação consciente exige muita higiene e um espaço adequado para acomodar as aves domésticas. Elas podem ser criadas em áreas rurais ou na cidade, como é o caso de Asilir. O criador possui casa destinada exclusivamente para a criação.
          Por serem pássaros pequenos e frágeis, a criação demanda cuidados no manejo. As gaiolas mais recomendadas são as de arame galvanizado, que podem ser encontradas facilmente no varejo. Eles se alimentam de alpiste e ração. Além disso, recebem vacinas anualmente.
           Um canário vive em média 10 anos. O ciclo anual das aves pode ser resumido em quatro fases: repouso ou manutenção, acasalamento, reprodução e muda de penas. A reprodução inicia geralmente na primavera, quando o tempo de luminosidade diária e a temperatura aumentam.
           Para Asilir, a criação de pássaros domésticos é um hobby. Ele dedica, em média, duas horas por dia na atividade. Financeiramente, a venda de pássaros garante o custeio da criação. “Para mim isso é uma fuga do estresse do dia a dia, uma terapia. Eu venho aqui e esqueço dos problemas”, finaliza.
Sobre a SOCO
           A Sociedade Oeste Catarinense de Ornitologia (SOCO) foi fundada em 1989 por um grupo envolvido com a criação de pássaros. O objetivo da associação é a união em prol da sociedade e dos cuidados com os pássaros. Atualmente, o grupo conta com cerca de 60 associados de toda a região. Os encontros são mensais.
          Com uma sede própria de 700 metros quadrados e estrutura de 4,5 mil gaiolas, a entidade realiza de três a cinco eventos anuais. Nos eventos, a SOCO reúne até 3 mil pássaros. Os associados participam de campeonatos como a Copa Brasil de Bico Torto, Copa Mista de Canários, além de regionais realizadas na sede ou em outros clubes próximos.
Flavia Mota
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