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Plantão Policial Suspeito de ter matado companheira no RS é preso em Palmitos

Suspeito de ter matado companheira no RS é preso em Palmitos

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O suspeito de matar a companheira com um tiro no dia 31 de maio em Porto Alegre foi preso nesta sexta-feira (13) pela Polícia Civil em Palmitos, no Oeste de Santa Catarina. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, após ter sido indiciado por homicídio qualificado com dolo eventual.

“Ele tem familiares que residem no estado de Santa Catarina e, depois do fato, ele foi residir lá. Na ocasião, ele estava internado em uma clínica por orientação médica”, disse a delegada Roberta Bertoldo, responsável pelo caso.

De acordo com as autoridades, o homem, de 37 anos, alegou ter disparado acidentalmente e acertado a mulher, de 18, enquanto manuseava a arma que tinha em casa. Ele havia sido preso no dia do fato, mas foi liberado.

Segundo a polícia, em interrogatório à época da primeira prisão, o suspeito afirmou que “com o intuito de brincar com a companheira com quem convivia há um ano, apontou a arma a 40 cm do rosto, colocou o dedo no gatilho e houve o disparo”. A partir dos depoimentos, o inquérito concluiu que o casal vivia em meio a brigas e agressões, causadas pelo suspeito por ciúme.

Testemunhas relataram que o suspeito controlava a vida da vítima, pedindo até mesmo que ela enviasse sua localização geográfica pelo WhatsApp, quando não estava em sua companhia. Segundo a polícia, em um dos depoimentos, foi mencionado que, em certa data, o homem afirmou à vítima “tu só vai sair da minha casa dentro de um caixão, direto para o IML”.

“Ela nunca denunciou porque tinha medo”

A tia da vítima, Raquel Forcolén, de 21 anos, que se considera irmã, já que as duas foram criadas juntas, relatou que a relação do casal era conturbada.

“Brigavam demais, ele era ciumento possessivo, tinha ciúmes até do filho dela. Ela nunca denunciou porque tinha medo de acontecer o que aconteceu”, afirma.

Segundo o relato de Raquel, a jovem que morreu tinha um filho de um ano e sete meses que mora com a avó, pois o homem não permitia que o bebê morasse com eles. A familiar havia conversado com a vítima dois dias antes da morte.
“Ela me ligou, falou que ia embora. Dizia que não aguentava mais. Que ele a havia estrangulado e ela tinha desmaiado. Ela nunca deixou que a gente denunciasse. Ela tinha medo”.
Fonte: G1
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