Telegram, Signal e WhatsApp: qual mensageiro é mais seguro?

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Após o anúncio de mudança nas políticas de privacidade do WhatsApp, aplicativos de mensagens alternativos e com foco em proteção de dados têm chamado a atenção dos usuários.
Signal e Telegram, em especial, estão ganhando espaço e o topo da lista de downloads.
Após repercussão negativa, o WhatsApp adiou de fevereiro para maio deste ano, o início de sua nova política de privacidade, onde o usuário que não concordar com a mudança terá que desativar o aplicativo e apagar a conta.
Com uma avalanche de informação, o usuário tem diversas dúvidas. Confira o nível de segurança dos três mensageiros:
O que é visto como mais seguro e privativo é o Signal. O app não armazena dados de usuário, e além de sua capacidade de criptografia, oferece opções estendidas de privacidade. Vale destacar os bloqueios específicos, desfoque do rosto das fotos e mensagens que desaparecem automaticamente.
Já o Telegram, por sua vez, não coleta tantos dados do usuário quanto o WhatsApp, mas ainda guarda informações que podem ser vinculados à sua identidade, como nome, número de telefone, lista de contatos e endereço IP.
A plataforma (Telegram), pode ser acessada em smartphones, tablets e computadores, com criptografia ponta a ponta do programa nas conversas secretas, que são deletadas automaticamente depois de tempo determinado pelo usuário. O Telegram conta, ainda, com GIFs animados, stickers e é integrado a buscadores.
No WhatsApp, o nível de segurança é quase igual ao do Signal. A criptografia de ponta a ponta protege as mensagens de serem violadas, mas a plataforma coleta muitas outras informações que podem deixar o usuário preocupado.
Alguns exemplos são os dados de uso e publicidade, histórico de compras e informações financeiras.
Sobre a nova Política de privacidade [do WhatsApp] o Facebook declarou que as novas condições ‘permitirão o compartilhamento de informações adicionais entre WhatsApp e Facebook, e outros aplicativos como o Instagram e Messenger”.
Isso inclui dados de perfil, mas não o conteúdo das mensagens, que seguem encriptadas.
Em sua plataforma, o WhatsApp detalha a gama de informações que podem ser disponibilizadas a outras empresas do grupo:
– Número do seu telefone e outros dados que contem no registro (como o seu nome);
– Informações sobre o telefone, incluindo marca, modelo e a empresa de telefonia móvel;
– O número de IP, que indica a localização de sua conexão;
– Qualquer pagamento ou transação financeira feita através do WhatsApp;
Também podem ser compartilhados:
– número de telefone de seus contatos
– atualização de status
– dados sobre a atividade do usuário no aplicativo
– fotos de perfil, entre outros. A medida gerou uma onda de críticas dos usuários.
No momento, é o Signal que naturalmente está surfando essa boa maré e testando uma série de novos recursos idênticos aos do WhatsApp, a fim de tornar sua plataforma mais “familiar” para usuários que migraram do mensageiro adquirido pelo Facebook.
Entre as “novidades”, está a opção de alterar o papel de parede/plano de fundo (wallpaper) de chats. A interface, inclusive, é praticamente a mesma: ambos têm uma visualização do papel de parede e da janela de um chat, além da possibilidade de escolher cores sólidas, imagens personalizadas e a opção de redefinir o papel de parede.
Além disso, o Signal também ganhará um novo campo para escrever um recado (no WhatsApp, geralmente usado para indicar se você está disponível/ocupado, etc.) e a opção de usar menos dados em ligações (que também já existe no WhatsApp).
O Signal está expandindo, ainda, o recurso de ligações em grupo, o qual poderá incluir até oito pessoas (atualmente são apenas cinco), como no WhatsApp. Ademais, o app está testando a possibilidade de criar um link de convite para um grupo compartilhável.
Por fim, mas não menos importante, o Signal também implementará o compartilhamento rápido do iOS (caso você queira encaminhar algum conteúdo para alguma pessoa com um toque) e terá ajustes para definir quando e quais arquivos de mídia devem ser baixados automaticamente.
Vale notar, entretanto, que antes de alguns dos recursos supracitados chegarem ao WhatsApp, o Telegram já havia implantado-os.
Logo, não é que os novos recursos do Signal sejam “exclusivos”, mas certamente a equipe do mensageiro está de olho no que usuários do WhatsApp preferem para manter o serviço relevante.
Não há informações sobre quando o Signal disponibilizará as novidades para todos — por enquanto, tudo ainda está em fase de testes.