Trombose pode acarretar problemas fatais

Alguns fatores aumentam o risco para trombose como a hereditariedade, a gravidez e o uso de hormônios

9521

Estimativas apontam que a trombose acomete duas a cada mil pessoas por ano, com uma taxa de recorrência de 25%. Caracterizada pela formação de coágulos no interior das veias, a trombose pode levar à embolia pulmonar – caso esse coágulo se desloque até o pulmão – o que pode ser fatal.

O cirurgião vascular, da Clínica Dermavasc, Dr Tiago Peliser, explica que a trombose pode ser assintomática. Quando apresenta sintomas são eles: dor e endurecimento da musculatura da ‘barriga da perna’ e edema de tornozelo. É preciso procurar imediatamente o atendimento de emergência.

Alguns fatores aumentam o risco para trombose como a hereditariedade, a gravidez e o uso de hormônios. “A possibilidade do desenvolvimento de trombose apenas pelo uso do anticoncepcional é considerada baixa. Porém, quando associado a fatores como tabagismo, obesidade, idade maior que 35 anos e história familiar de trombose, o risco aumenta, sendo importante consultar o seu cirurgião vascular ou angiologista antes da utilização”, complementa Dr Tiago.

Para orientar a população, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) aponta em quais situações é importante redobrar o cuidado para prevenir a doença.

1. Imobilização prolongada nos casos de cirurgia, principalmente as ortopédicas.
2. Imobilização por doenças clínicas como pós-infarto do miocárdio, pneumonia

e outras doenças que exigem internação hospitalar.
3. Em viagens prolongadas, seguir as orientações de não permanecer por longos períodos em uma mesma posição. Fazer movimentos com os tornozelos, ingerir líquidos não alcoólicos.
4. Ter casos na família de trombose.

Foto Andrigo Gugel

Darlei Luan Lottermann