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Um mês após ‘ciclone bomba’ atingir SC, entidades discutem ações para prevenção de fenômenos climáticos

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Criador: lavizzara | Crédito: Getty Images/iStockphot
Cyclone Fani heading towards India in 2019 - Elements of this image furnished by NASA

Quase um mês após a passagem do ‘ciclone bomba’ por Santa Catarina, representantes de entidades estaduais e federais participaram de uma videoconferência na tarde de quarta-feira (29) para discutir o desenvolvimento de tecnologias com objetivo de prever eventos climáticos. O fenômeno atingiu o estado no dia 1º de julho, causando a morte de 11 pessoas e de outras três durante a reconstrução dos imóveis, de acordo com o relatório da Defesa Civil. O governo estadual decretou calamidade pública em razão dos danos, que causaram também prejuízos financeiros de R$ 588, 3 milhões à agricultura e à pesca.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Moura, afirmou na manhã desta quinta-feira (30) que o encontrou teve como objetivo entender as necessidades do estado, além da estrutura que já mantém, como a rede de detectores, estações meteorológicas, radares e sensores que permitem aos especialistas acompanharem o movimento da atmosfera.

“Uma das propostas que surgiu, agregando ao que a Defesa Civil já tem, seria nós iniciarmos, a partir de Santa Catarina, uma pequena constelação de satélites, melhorando a nossa capacidade de atender a nossa região. A iniciativa, com a colaboração a agência espacial, poderia ser estendida para o restante do país. Para nós nos protegermos desses eventos, acompanharmos nosso biomas, prestarmos serviços ao agronegócio, ou seja, o leque de aplicações é muito grande”, disse em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina.

Passagem no ‘ciclone bomba’ pelo Sul do Brasil — Foto: Kleber Trabaquini/ Epagri-Ciram/ Goes 16 – NOAA

Entre os temas definidos na reunião, está a criação de um grupo de especialistas de diferentes setores, incluindo a agência espacial, para definir novos sistemas que podem ser agregados. Segundo Moura, foi discutida ainda a possibilidade do uso de recursos de uma lei que prevê investimento em projetos por parte de distribuidoras de energia elétrica.

“O que nós precisamos fazer é integrar melhor todas essas informações que nós temos e aumentar a nossa rede de detectores. Em terra, nós podemos ter mais estações meteorológicas e observadores treinados para fornecer informações que às vezes só o ser humano pode visualizar e transmitir rapidamente. Podemos aprimorar os modelos matemáticos que já existem, que fazem todos os cálculos e permitem aos meteorologistas antecipar a previsão do tempo”, afirmou Moura.

O presidente da Agência Espacial Brasileira ressaltou ainda que ações devem ser pensadas para evitar o desequilíbrio ambiental, pois os eventos meteorológicos que atingem no estado são impactados também pelo o que ocorre em outras regiões do planeta.

FONTE:G1

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