Um novo horizonte para micro e pequenos empresários

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As Sociedades de Garantia de Crédito (SGC) surgiram há sete ano no Brasil e se tornaram as grandes aliadas dos micro e pequenos empresários que necessitam de financiamentos para viabilizar empreendimentos, criar empregos e gerar renda.

Nesta semana, em Chapecó, o SEBRAE/SC, a Sociedade de Garantia de Crédito GaranteOeste/SC, a Federação das Associações Empresariais de SC (FACISC) e o Programa Líder organizaram, em Chapecó, o SEMINÁRIO DE SISTEMAS DE GARANTIA DE CRÉDITO E FORMAÇÃO DE FUNDOS GARANTIDORES LOCAIS. A iniciativa fez parte da Semana Global de Empreendedorismo (SGE) 2018, maior celebração mundial voltada a esta temática.

O diretor do Departamento de Apoio à MPE do Ministério da Indústria e Comércio, Nizar Ratib Midrei, palestrou sobre “Regulamentação do Sistema Nacional de Garantia de Crédito e Formação de Fundos Garantidores Locais”. Expôs que existe no Brasil instrumentos de garantias que não estão chegando aos microempresários porque não estão integrados em um sistema. Mencionou os fundos FGO, FGI, Fampe e Funproger que reúnem bilhões de reais, mas não estão sendo acessados por quem precisa. Observou que a participação das MPE (micro e pequenas empresas) no total da carteira de crédito ativa do setor bancário que era de 17,5% em 2014 caiu para 14,4% em 2017. Pesquisa identificou que 36% das dificuldades enfrentadas pelos pequenos negócios para acessar o crédito estão relacionadas com a falta de garantias. Por isso, sugeriu que as entidades empresariais e cooperativas de crédito trabalhem para criar e fortalecer as SGCs como “fundos de primeiro piso” – para apoiar os pequenos agentes econômicos que não têm bens para dar em garantia de operações de crédito. Informou que o Banco Central deve regulamentar e reconhecer, ainda este ano, as SGCs como integrantes do sistema nacional de crédito. Midrei defende que as SGCs ganham escala para ampliar o atendimento ao grande número de MPEs sem acesso ao sistema financeiro. Informou que o Banco Central deve regulamentar e reconhecer, ainda este ano, as SGCs como integrantes do sistema nacional de crédito.

“O papel das Sociedades de Garantia de Crédito e a formação de fundo de aval para atendimentos das MPEs e promoção da inovação” foi o tema da palestra do presidente da SGC Central, Augusto José Sperotto. Ele explicou que a SGC Central quer fortalecer um sistema de garantias. Por isso, centraliza as operações em nível nacional dos fundos de riscos, permitindo que as SGCs regionais alavanquem suas operações de crédito em maior volume e segurança. “Crédito é igual a oxigênio, nós não vemos, mas, se ele faltar nos morremos”, ilustrou.

As Parcerias das Sociedades de Garantias e aporte de recursos para formação de Fundos de Aval foi o tema das preleções de Marcos Paulo Destefeni (Associação Comercial e Industrial de Toledo), Edson Luiz Carollo (presidente da Garantioeste do Paraná), Edemar Ernesto Damschi (presidente da GaranteOeste de Santa Catarina) e Jonny Zulauf (presidente da Facisc e GaranteNorte-SC).

Destefani relatou que a GarantiOeste/PR assegurou acesso ao crédito em melhores condições de prazos e taxas, proporcionando melhor competitividade no mercado e atração de investimentos ao município. Carollo expôs que a Garantioeste fortaleceu a economia local em 69 municípios do Paraná. Zulauf destacou que a GaranteNorte/SC, recentemente criada, está obtendo elevado sucesso no norte catarinense.

O organizador do Seminário e coordenador regional oeste do Sebrae/SC Enio Albérto Parmeggiani assinalou que “a grande cooperação e o voluntariado de resultados que reveste a ação das Sociedades de Garantia de Crédito vêm apresentando um resultado extraordinário”.

PARCEIROS

O presidente da Sicredi Região da Produção, Saul João Rovadoscki, observou que não conhecia profundamente esse modelo e o encontro foi esclarecedor. “O evento despertou ampliar e fortalecer a parceria que já temos com a GaranteOeste. Nossa missão é buscar parceiros e olhar também para a sociedade e não somente para o quadro social. Além de gerar resultados para a cooperativa, a regulamentação dos fundos garantidores é fundamental para que as micro e pequenas empresas gerem emprego, renda e fortaleçam sua atuação no mercado”.

O presidente do Sicredi UniEstados, de Erechim, Adelar José Parmeggiani, destacou que o evento esclarece e tranqüiliza em relação ao desenvolvimento de estratégias dos fundos e governança. “É uma oportunidade de juntar forças e melhorar o acesso ao crédito às micro e pequenas empresas, sem comprometer os recursos das cooperativas. Avaliamos de forma muito positiva e vamos estudar e discutir a possibilidade de sermos parceiros”.

Para Michel Triaca, que atua na controladoria da Cresol Central, a regulamentação dos fundos garantidores e o acesso dos pequenos negócios a um sistema de garantia é uma tendência de mercado. “A Cresol é especializada em crédito rural e está se inserindo no mercado urbano com foco principal para micro e pequenas empresas e MEIs. Seremos parceiros porque com o fortalecimento dos pequenos negócios, haverá desenvolvimento regional”.

Fonte:  MB