CHAPECÓ

    VARGEÃO – Estudante dedica tempo livre para criação de vestidos e roupas da moda

    9

    Sobras de tecidos, linha, tesoura, agulha e um pouco de paciência. É tudo o que o futuro publicitário Fernando precisa para desenvolver uma pequena peça de roupa que ele mesmo cria em um pedaço de papel.

    O estudante, morador de Vargeão, desde pequeno sempre gostou de tudo o que envolvia arte, leitura, desenhos e teatro. A paixão pela moda surgiu logo depois em um passeio inusitado.
    “Um dia, em um passeio com meu pai, eu vi um homem desenhando em uma cartolina em um tripé. O desenho era um croqui de um vestido enorme e aquilo mexeu muito comigo. Foi ali que eu percebi que as roupas não “nasciam” do nada”, Fernando ri ao lembrar.
    Em seus finais de semana, feriados ou qualquer tempo que tenha livre, sempre está colocando suas ideias no papel e criando novos modelitos.
    “Além de desenhar, gosto de sempre pesquisar e estudar um pouco mais sobre esse mundo da moda que tem inúmeras possibilidades. Gosto também de assistir séries e filmes, ler livros, ficar junto de quem eu amo e aproveitar as coisas boas da vida”
    Apesar de cursar algo um pouco diferente do que envolve moda, Fernando ainda tem a vontade de juntar os dois cursos e se especializar ainda mais nessa profissão que ama tanto.
    “Quando saí do ensino médio, o curso de moda foi algo que eu queria muito fazer. Procurei na região e fiz um seletivo no qual fui aprovado, porém também tentei vaga no curso de PP com a nota do Enem e pelo Prouni, e acabei sendo aprovado. Então como “ganhei” parte da faculdade de PP optei por ela, mas como me formo dentro de dois anos, pretendo fazer cursos ou até mesmo a faculdade de moda”, conta.
    Fernando Farina, de 19 anos, está no 5º período do curso de Publicidade e Propaganda, mas sempre está por dentro de tudo o que envolve moda, seja na internet, livros ou televisão.
    Sua primeira criação a sair do papel foi um vestido vermelho feito entre traços em linha reta e outros bem bagunçados. “Peguei alguns retalhos de tecidos velhos, tesoura, linhas e agulhas e no final me surpreendi com o resultado”.
    “Uma coisa que acho bacana na moda é essa vibe sustentável. Não precisei gastar nada para tirar do papel um vestidinho, e reutilizei um tecido que poderia ir pro lixo ou virar pano de chão. Acho que as pessoas precisam ter essa consciência em relação a roupas e que moda não é só luxo”, termina Fernando.
    OESTE MAIS